MENSAGEM DE ANO NOVO

MENSAGEM DE ANO NOVO

sexta-feira, 24 de março de 2017

Estudantes reivindicam melhorias em Escola Estadual de Floresta/PE

Estudantes reivindicam melhorias na EDAF

Nesta sexta-feira dia 24 de março de 2017, estudantes do Ensino Médio da EDAF-Escola Estadual Deputado Afonso Ferraz, do município de Floresta/PE, aproveitaram a visita do Governador do Estado (por ocasião da inauguração da quadra poliesportiva da unidade escolar) e, apresentaram uma pauta de reivindicações.

Entre as reivindicações dos estudantes do Curso Normal Médio, se destacam:
- salas climatizadas;
- materiais didáticos específicos para o curso;
- refeições de qualidade;
- talheres adequados.

Os estudantes buscaram chamar a atenção do Governador, no momento em que o mesmo estava fazendo seu discurso, no entanto, não lograram sucesso. Ao término do evento os estudantes começaram a gritar no intuito de serem notados(as), quando obtiveram a atenção de representantes da comitiva governamental.

Estudantes da EDAF entregando pauta de reivindicações a representantes do Governo
Ainda na saída da comitiva, os estudantes tentaram mais uma vez (sem sucesso) chamar a atenção do Governador.

Esse momento motiva algumas reflexões que considero importante destacar:

Em primeiro lugar, quero parabenizar a iniciativa dos(as) estudantes do Normal Médio da EDAF, de buscarem reivindicar melhorias nas condições de ensino, pois a realidade atual das escolas (em sua maioria) não possibilitam o aprendizado adequado.

Em segundo, é lamentável a falta de habilidade política do Governador, quando se nega a dar atenção aos estudantes. Não custaria nada dar uma pausa em sua fala e garantir que ao término do evento escutaria as reivindicações.

Em terceiro, de nada adianta construir espaços físicos em unidades escolares, virando as costas para os que são os mais importantes, os(as) alunos, as pessoas.

A escola não é unicamente o espaço físico, é sobretudo o ser humano que nela está, estudantes, professores, gestores, trabalhadores em geral.

De nada adianta uma "educação de estatísticas" em detrimento de uma educação para a vida, que estimule a capacidade de aprendizado e contribua para uma formação cidadã.

quarta-feira, 8 de março de 2017

8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER



A todo instante devemos nos sentir convocados a refletir sobre a Mulher.
A Mulher que na sociedade em que vivemos ainda sofre imensamente com as discriminações e as explorações em casa, no trabalho e até mesmo nos grupos que compõem a chamada sociedade organizada.

Vista na maioria das vezes como símbolo ou objeto sexual, sendo vítima do extremo machismo que desrespeita e agride, ou ainda da selvageria dos que violam, estupram e matam.

Ela ainda é vista por alguns como frágil, muitas vezes desprezada, esquecida e marginalizada por uma estrutura social injusta e desumana.
No passar dos séculos e principalmente das décadas mais recentes, as mulheres têm buscado, e conquistado espaços significativos na sociedade, ocupando funções e desenvolvendo atividades antes reservadas apenas aos homens.

No entanto, tudo isto ainda é insuficiente, pois, não se trata de (na visão machista) “dar espaço às mulheres”, como se fosse uma concessão dos homens ou da sociedade, e não como um direito legítimo enquanto ser humano, conquistado através de muitas lutas.

Para que haja na verdade o respeito aos direitos da mulher enquanto pessoa e ser humano que é, teremos que ir muito além dos limites atuais, romper com as amarras do conservadorismo e da discriminação, criados desde os primeiros séculos, destruir as injustiças existentes nesta sociedade, vencer nossos preconceitos enraizados na nossa formação e impregnados em nossa cultura.

A plenitude desta conquista virá  com o surgimento de uma sociedade, baseada na justiça, na igualdade, na  solidariedade e na democracia; onde o homem não veja na mulher  apenas o objeto de satisfação dos seus “desejos”, que seja capaz de conviver com a mulher como uma companheira e não como escrava ou empregada; um novo homem capaz de amar, capaz de expressar os gestos mais puros e sinceros; quando a mulher decidir que não deve ser usada, que não deve ser peça descartável, que não deve se vender ou submeter-se, que deve lutar e exigir o reconhecimento de seus valores; quando homem e mulher compreenderem que todos devem ser iguais em direitos e deveres, e que um não é superior ao outro.

Somente assim, com uma mudança total, viveremos o nascimento de uma Nova Mulher, verdadeiramente Livre, Independente e Feliz.

Uma saudação especial a todas as mulheres, mães, esposas, amantes, companheiras, guerreiras, guerrilheiras, a estas Marias/Mulheres que são “um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta... uma mulher que merece viver e amar como todas as pessoas do planeta”.

Até a vitória sempre!!

Mulher!!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Fevereiro - Um mês especial

 
Victor Ernesto - meu terceiro filho
Fevereiro é para mim um mês inesquecível, daqueles que por diversas razões não me saem da memória.

Minhas recordações seguem uma ordem cronológica na seguinte forma: 

O dia 2, lembra o nascimento do meu terceiro filho, Victor Ernesto Silva da Paixão, nascido em 2 de fevereiro de 2001, hoje com 16 anos.
Ele (assim como meus outros dois filhos) é uma luz em minha vida e uma forte razão para seguir em frente na minha luta diária.

Maria Afonso da Paixão - Minha Mãe
O dia 5, lembra do aniversário de nascimento de minha mãe, Maria Afonso da Paixão, nascida em 5 de fevereiro de 1932 e falecida em 9 de junho de 2005, com 73 anos de idade.
O que antes era a recordação do aniversário dela, nos últimos 12 anos tem sido a dor e a tristeza de sua ausência.

João Francisco da Paixão - Meu Pai
O dia 17, marca o falecimento de meu pai, João Francisco da Paixão, ocorrido no dia 17 de fevereiro de 1981, aos 58 anos de idade.
São 36 anos, sem sua presença, cuja ausência me faz imensa falta.

Diego Andrade da Paixão - meu primeiro filho
O dia 27, marca o nascimento de meu primeiro filho, Diego Andrade da Paixão, ocorrido em 27 de fevereiro de 1989, hoje com 28 anos completos.
Meu primogênito, minha primeira alegria em ver o nascimento de um filho. Luz pra minha vida, razão (a exemplo dos outros dois filhos) para seguir em frente.

Fevereiro é também um mês decisivo em minha vida.
Por vários anos tem sido nos meses de fevereiro que surgem novos desafios, novas oportunidades, luta contra adversidades e, realizações várias.

E assim, entre vitórias e derrotas, perdas e ganhos, chegadas e despedidas, que fevereiro é um mês muito especial pra mim.

 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CONSCIENTIZAÇÃO


A Conscientização é o ato de se tornar consciente. Esclarecido sobre algo que é necessário para nosso aprendizado, tomar consciência nos prepara e evita hábitos inadequados.

Conscientização é o ato de estar ciente, isto é, ter conhecimento sobre algo e a partir daí, passar a refletir, julgando o que está certo ou errado em suas atitudes de tal forma que seu objetivo passe a ser a transformação de si mesmo e depois da sociedade como um todo. Não basta saber, conhecer. É necessário agir, a fim de que a conscientização se torne efetiva e eficaz, perante a sociedade, de tal forma que os assuntos pertinentes sejam, senão resolvidos, pelo menos amenizados. A conscientização exige luta.

Paulo Freire: Diz que o processo de conscientização é o processo de confrontação do indivíduo com a realidade, na tentativa de compreendê-la. Superar as visões ingênuas sobre a realidade, ficar diante dela, disposto a transformá-la. Essa transformação nunca é um ato individual, sempre será coletivo, um ato político, conjunto e público. Os processos de conscientização são processos de superação da consciência ingênua. De nada adianta dizer que tem consciência da realidade, que conhece o funcionamento do mundo que o rodeia se não agir, fortemente, para transformá-lo em algo melhor.

O homem é um ser inacabado, que se educa e se transforma. É um ser na busca constante por ser mais. Aqui está a razão fundamental da educação.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Meus Filhos, razões para viver

De todas as alegrias, realizações e conquistas que já tive em minha trajetória de vida, uma das principais são os meus três filhos.

Cada um quando nasceu trouxe luz pra minha vida e, tem sido por eles que tenho buscado trilhar pelos caminhos do bem.

Agradeço imensamente a Deus, por me proporcionar esta alegria e por estar vivendo o crescimento de cada um deles.

Por minha opção de vida, nem sempre pude estar perto como deveria, más eles são para mim a motivação para seguir em frente, e o incentivo para enfrentar e vencer inúmeras dificuldades.


DIEGO ANDRADE DA PAIXÃO, meu primeiro filho.

Nasceu no dia 27 de fevereiro de 1989 às 12:35 horas, em Caruaru/PE.

Quando o Diego nasceu eu já estava em meio à luta no Movimento Sindical e no Partido dos Trabalhadores de Caruaru. Estávamos já em discussão para a participação da histórica Greve Geral contra o Governo de José Sarney, que veio a acontecer em 14 e 15 de março de 1989.

O nascimento de Diego, me trouxe uma grande emoção, pela primeira vez (aos vinte e um anos de idade) eu estava vivendo a experiência de ser pai, em meio às lutas sociais que caracterizam grande parte de minha história de vida.

Quando o segurei em meus braços, na manhã do dia posterior ao seu nascimento (oportunidade em que fui buscá-lo no hospital junto com sua mãe) senti uma alegria diferente e tive a consciência de que minha responsabilidade (a partir daquele momento) passaria a ser maior.

Na noite do dia 28, dei-lhe o nome de Diego. Eu já estava mergulhado na história das lutas populares da América Latina e o nome Diego me caiu bem, por ser um nome latino muito forte.

Significado do nome:
Diego: Significa “aquele que doutrina”, “conselheiro”; “aquele que vem do calcanhar”.
Diego é um nome de origem espanhola, no entanto possui sua raiz etimológica duvidosa ou incerta.
Algumas fontes o relacionam com o latim didacus, que deriva do grego didache e que quer dizer “doutrina” ou “ensino”. Assim, o nome Diego tem o significado de “aquele que doutrina”, “aquele que ensina”. 
 

PABLO GUEVARA ANDRADE DA PAIXÃO, meu segundo filho.

Nasceu no dia 03 de julho de 1993 às 11:40 horas, em Caruaru/PE.

Quando o Pablo nasceu eu já estava vivendo o auge de uma militância sócio-política e sindical, meus horizontes não se restringia somente a Caruaru. Viajava por vários estados do nordeste, várias cidades de Pernambuco. Estimulando a formação de Sindicatos, desenvolvendo atividades políticas intensas. Minha consciência política e meus ideais de vida já estavam consolidados.
 
Quando fui buscá-lo no hospital senti que deveria fazer uma dupla homenagem, que representasse o momento que eu estava vivendo e a emoção de ser pai pela segunda vez.
 
À noite, dei-lhe o nome de Pablo Guevara. 
 
Pablo, em homenagem ao Poeta Chileno Pablo Neruda, grande referencial para a América Latina, por seus escritos e seus ideais.
 
Guevara, em homenagem a Ernesto Che Guevara, o qual é para mim o símbolo maior do guerrilheiro, do lutador social, do construtor de uma nova sociedade.
 
 
VICTOR ERNESTO SILVA DA PAIXÃO, meu terceiro filho.

Nasceu no dia 02 de fevereiro de 2001 às 15:10 horas, em Palmares/PE.

Quando o Victor nasceu eu estava numa outra fase de transformações em minha vida. Minha atuação estava concentrada na zona da Mata Sul de Pernambuco, especialmente no município de Água Preta. Morava em Joaquim Nabuco e estava em meu segundo casamento.
 
Os ideais de vida, as convicções e minhas ideologias permaneciam as mesmas de antes, más por força de circunstâncias, passei por alguns traumas, perdas e insucessos.
 
Seu nascimento trouxe (à exemplo de meus outros dois filhos) muita luz pra minha vida e a tranquilidade que eu precisava naquele momento de turbulências.
 
Dei-lhe o nome de Victor Ernesto.
 
Victor, em homenagem ao poeta, cantor e compositor Chileno Victor Jara, preso, torturado e morto pelo Golpe Militar liderado por Pinochet no Chile em 1973.
 
Ernesto, foi mais uma vez em homenagem a Che Guevara.

domingo, 15 de janeiro de 2017

"Deu Onda" - Música ou Lixo Cultural


Chegando o carnaval e mais uma vez vemos explodirem os "hits do momento".

Um deles ou talvez o principal é o funk chamado de "Deu Onda", que após seu "lançamento" em vídeo já reúne em pouco tempo milhões de visualizações, já se toca nas festas, confraternizações, etc. "Artistas" vários já estão "cantando" em seus shows, crianças, adolescentes e jovens, ouvindo, cantando e dançando.

Sou daqueles que antes de surfar em qualquer onda, procuro analisar o conteúdo, a letra e o que está por trás do que a mídia propaga.

Destaco aqui alguns tópicos de minha avaliação:
- Letra: segundo o próprio "criador" o MC G15, a idéia surgiu a partir do momento em que assistia um filme de terror. Talvez numa alusão do que realmente significa esse tipo de coisa para quem entende de música, um verdadeiro terror.
- Ritmo: já conhecido e massificado, o funk carioca, que é nada mais, nada menos que a descaracterização do verdadeiro funk. O funk carioca (amplamente disseminado em todas as regiões do país) faz apologia clara e direta ao uso de drogas e armas, ao sexo irresponsável e trata as mulheres como objetos de uso e descartável.

A versão sem cortes ou "sem censura" que é a cantada e dançada pela maioria das pessoas, faz alusão direta ao uso de drogas, que são substituidas pelo sexo, numa linguagem deplorável, tratando a mulher como coisa. Aliás, para quem tem dúvida do que estou falando ou que ainda não entendeu, visitem o vídeo que está no youtube, onde um imbecil explicita toda seu entendimento sobre essa coisa que muitos chamam de "música".
Link do vídeo:  https://www.youtube.com/watch?v=9TN6rwtf57o&t=316s.

O refrão, remete a "compreensão" do funkeiro de que as relações se resumem simplesmente ao sexo e nada mais.

Ou seja, mais um LIXO CULTURAL, que a cultura de massa (manipulada pela grande mídia) coloca para as pessoas consumirem. Primeiro um imbecil qualquer grava o lixo, depois joga na mídia, em seguida os "meios de comunicação" tratam de propagar. Para reforçar e garantir o sucesso, outros "artistas imbecis" adotam em seu "repertório" e consequentemente o povão que tudo consome "sem raciocinar" seguem a onda imbecilizante.

As consequências desse lixo cultural, nós já sabemos e vemos diariamente: crianças, pré- adolescentes, adolescentes e jovens com atitudes sexuais precoces e irresponsáveis, crescimento da gravidez na adolescência, maior incidência dos casos de HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, relacionamentos sem sentimentos, girando apenas em torno do sexo e manutenção da cultura machista.

Como educador me deparo com essa realidade todos os dias, em que buscamos orientar à reflexão sobre os valores pessoais e sociais e, estimular o entendimento que para expressar alegria e felicidade em dançar, cantar e se divertir, não é necessário baixar o nível e se expor como produto.

Não entro nessa onda alienadora e imbecilizante. Não me curvo ao modismo e nem a putaria. Sigo acreditando na música de bom conteúdo.

Na nossa cultura popular e particularmente no nordeste e em Pernambuco, temos vários ritmos que podem ser transformados em hits do momento e de sempre, que podem estar presentes nas festas e nas ruas, com letras que valorizam a mulher e o homem, que dialogam com a boa convivência.

Consciência Negra em Mirandiba é reafirmada nas ruas


No dia 18 de Novembro de 2016, o Instituto Cultural Raízes participou como parceiro do evento de Celebração da Consciência Negra em Mirandiba/PE à convite do Grupo Zumbi de Dança Afro e Percussão, retomando uma parceria que se deu inicialmente de 2007 a 2012.

O evento além de marcar o Dia Nacional da Consciência Negra, foi também um ato de afirmação da negritude mirandibense, num grito contra o preconceito e a discriminação racial.


A programação teve início com a realização de um Cortejo de Cultura Popular, saindo da sede do Zumbi e seguindo pelas principais ruas da cidade, onde participaram o Maracatu Afrobatuque de Floresta, o Grupo Zumbi e o grupo local de Capoeira.
Nas cantigas e palavras de ordem, homenagens a Zumbi dos Palmares e contra  o preconceito.


As apresentações à noite, ocorreram no centro da cidade, onde destacou-se o Grupo Zumbi com as danças do Coco de Roda e Africana, além de uma linda apresentação de Afoxé, contando também com a participação do Maracatu Afrobatuque de Floresta que encantou a todos os presentes com as homenagens a Naná Vasconcelos e a Nação do Maracatu Porto Rico.

Se revezaram nas apresentações o grupo local de Capoeira, o Hip Hop e grupos dos programas sociais.

O Afoxé Filhos de N'Zambi abrilhantou o evento com uma apresentação junto com o Grupo Zumbi, com cantigas voltadas aos Orixás, como afirmação da cultura e religiosidade do povo afrobrasileiro.