PONTO DE PARTIDA

PONTO DE PARTIDA

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Instituto Raízes realiza Grande Encontro Multicultural em Floresta

Grande Cortejo Cultural pela Avenida do Bairro Santa Rosa

No último dia 21 de novembro de 2015, o Instituto Cultural Raízes, dando prosseguimento as comemorações do mês da Consciência Negra, realizou o Encontro Multicultural da Juventude.

O início da programação contou com a realização de um grande Cortejo de Cultura Popular, saindo de frente à Igreja da Santa Rosa e seguindo até o bairro do Vulcão.

Participaram do Cortejo os seguintes grupos: Maracatu Afrobatuque de Floresta, Maracatu Arcoverde, Maracatu de Baque Virado Nação Salgueirense, Cia de Dança na Pisada do Sertão Terranovense, Cia de Espetáculos Luiz Gonzaga, DRS B.Boys, Grupo de Capoeira Muzenza.

Maracatu de Baque Virado Nação Salgueirense - Salgueiro/PE

Maracatu Arcoverde - Arcoverde/PE

Maracatu Afrobatuque de Floresta

Após o Cortejo Cultural, realizou-se o encontro dos grupos de Maracatu na Praça do Vulcão, oportunidade em que também se deu a inauguração oficial do Espaço Sócio Cultural Elias de Flora, mantido pelo Instituto da Juventude em parceria com o Instituto Cultural Raízes.

Grupo Afoxé Filhos de N'Zambi - Floresta/PE
 A noite cultural seguiu com as apresentações na Quadra Poliesportiva do Vulcão, cujo momento foi aberto pelo Grupo Afoxé Filhos de N'Zambi de Floresta, que trouxe um repertório voltado para o tema da Consciência Negra e de reverência aos Orixás.

Cia de Dança na Pisada do Sertão Terranovense - Terra Nova/PE
 Em seguida, foi a vez da Cia de Dança na Pisada do Sertão Terranovense, da cidade de Terra Nova, que trouxe uma belíssima apresentação de Coco e de Dança Africana.

Grupo de Capoeira Muzenza - Ouricuri/PE
Dando continuidade ao evento o Grupo de Capoeira Muzenza, de Ouricuri/PE, realizou apresentação da Arte Guerreira, a Capoeira, sob a coordenação do Instrutor Jangada.

Junior Baladeira - Ouricuri/PE
 Mostrando seu trabalho, juntando o Hip Hop com a temática sertaneja e consciente, Júnior Baladeira realizou uma apresentação que empolgou o público presente, contando com a participação do Grupo DRS B.Boys e o Maculelê do Grupo Muzenza.


Cia de Espetáculos Luiz Gonzaga - Exu/PE
 Fechando a noite, e o Encontro Multicultural da Juventude, a Cia de Espetáculos Luiz Gonzaga, sob a Coordenação de Lalá Januário, da cidade de Exu, realizou um espetáculo belíssimo, juntando o xaxado, o frevo, o hip hop, o encanto do circo e um forró que motivou a platéia.

"Realizamos um Grande Encontro Multicultural, inédito em Floresta, reunindo diversos talentos da Cultura Popular, mostrando a força e diversidade existente numa cultura que vive e resiste e, que acima de tudo, representa uma alternativa de formação cidadã e consciente" afirma Libânio Neto, Diretor Presidente do Instituto Cultural Raízes.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Dia da Consciência Negra é celebrado em Floresta com grande Cortejo Cultural


No último dia 20 de Novembro, o Instituto Cultural Raízes celebrou pelo sétimo ano consecutivo, o Dia Nacional da Consciência Negra em Floresta.

O evento foi marcado por um grande Cortejo Cultural, comandado pelos tambores do Maracatu Afrobatuque de Floresta, saindo da praça do Bairro do Vulcão e seguindo pelas ruas centrais da cidade até o pátio da Igreja do Rosário.

A cada ano a participação da comunidade e de populares em geral vem crescendo significativamente, demonstrando a força da celebração e da data em destaque.

Como é habitual, o Instituto Cultural Raízes mais uma vez inovou, trazendo às ruas a Côrte do Maracatu formada por pessoas da Comunidade do Bairro do Vulcão e ampliando o número de batuqueiros, com destaque especial para às crianças.

"A cada ano que passa vemos se tornar mais forte a celebração dessa importante data, com maior participação das pessoas e maior quantidade de membros do Maracatu Afrobatuque, demonstrando também a consolidação do trabalho do Instituto em relação as ações afirmativas de resgate e preservação das tradições culturais afrobrasileiras", afirmou Libânio Neto, Diretor Presidente do Instituto Cultural Raízes.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

VII Semana da Consciência Negra em Floresta/PE


O Instituto Cultural Raízes, iniciou em Floresta/PE no último domingo dia 15 de novembro de 2015 a VII Semana Municipal da Consciência Negra.

A programação é uma iniciativa que se reproduz desde novembro de 2009 e, que conta com a parceria do Instituto da Juventude e desde o ano passado também da Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho do município.

Nos dias de 15 a 19, serão realizadas palestras, oficinas de danças afro e percussão, mostra de vídeos e apresentações culturais nos programas sociais e em escolas.

PROGRAMAÇÃO EM FLORESTA:
Dia 15, a partir das 16:00h, Ensaio Geral do Maracatu Afrobatuque, preparatório para o Cortejo do Dia Nacional da Consciência Negra
Dia 16, às 15:00h, apresentação do Grupo Afoxé Filhos de N'Zambi no CRAS
Dia 17, às 08:30h, apresentação do Grupo Afoxé Filhos de N'Zambi no CCA-I que funciona no bairro DNER
Dia 18, às 08:30h, apresentação do Grupo Afoxé Filhos de N'Zambi no SCFV (antigo Pró Jovem)
Dia 19, às 09:30h, apresentação do Grupo Afoxé Filhos de N'Zambi no Programa Atitude. Em seguida, às 15:30h, apresentação do Maracatu Afrobatuque de Floresta no EREM Capitão Nestor Valgueiro.

DIA 20, DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA, a programação será especial com concentração a partir das 16:00h, na Praça do Vulcão, de onde sairá um grande Cortejo Cultural com destino a Igreja do Rosário (no centro histórico da cidade).

Dia 21, a partir das 16:30h, Concentração em frente à Igreja da Santa Rosa, saindo em Cortejo até o bairro do Vulcão, onde acontecerá um grande Encontro Multicultural, com a participação de vários grupos de outras cidades do sertão.
Serão realizadas várias apresentações culturais, tais como: Maracatu, Afoxé, Samba, Côco de Roda, entre outros e, para encerrar o encontro um autêntico Forró Pé-de-Serra com Pedro Euzébio e o Trio Pajeú.
Na oportunidade será inaugurado oficialmente o Espaço Sócio-Cultural Elias de Flora, que será mantido pelo Instituto da Juventude em parceria com o Instituto Cultural Raízes, onde funcionará a Escolinha de Futsal do Vulcão e diversas atividades de arte, cultura e aprendizado para às crianças e a comunidade do Bairro do Vulcão.

Dia 22, a partir das 17:00h, as atividades serão concentradas na Quadra Poliesportiva do Vulcão, num dia dedicado às crianças e às mulheres, com programação focalizada nos esportes, com vários amistosos de Futsal entre a Escolinha de Futsal do Vulcão e a Escolinha de Futsal de Paiakan, marcando a conclusão da revitalização da Praça do Vulcão. Também haverão apresentações culturais de lançamento dos grupos Afro Mirim e Afro Mulher, os quais são mais uma iniciativa do Instituto Cultural Raízes.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Vidas em Risco

Imagens da Internet

A cada dia que passa é crescente o número de adolescentes vivendo com comportamentos de risco e de exposição sem limites.

São inúmeros os casos de adolescentes utilizando bebidas alcóolicas (especialmente em festas), consumindo outros tipos de drogas, praticando sexo sem qualquer orientação ou consciência dos riscos e, expondo sua "privacidade" nas redes sociais.

Uma geração que está a passos largos se jogando na "curtição" tal qual pulassem de um abismo, cujo resultado final (se não mata) pode deixar grandes sequelas.

Para nós que realizamos um trabalho sócio-educativo e cultural, essa realidade tem se constituído num imenso desafio, que vem causando algumas perdas, em que pese todo o nosso esforço em orientar e estimular a visão crítica diante da realidade.

Os grandes responsáveis por essa situação caótica que vive grande parte de nossos adolescentes, são (ao nosso ver), em primeiro lugar a grande mídia (sobretudo a televisão) e as redes sociais, as quais transmitem e publicam como normais, os mais diversos comportamentos ou atitudes que devem ser colocadas em prática pelos adolescentes e jovens.

A propagação de costumes/práticas expressas nas telenovelas, filmes e seriados, trazem a idéia que tudo é permitido, que tudo pode e deve ser feito em busca do prazer e da "felicidade".

O mercado produtor de músicas (se assim podem ser chamados alguns ritmos atuais), investe principalmente em alguns gêneros que expõem a sexualidade de forma irresponsável (nas letras das músicas e suas correspondentes coreografias), que são rapidamente absorvidos pelo público jovem, levando (inclusive) a serem reproduzidos em espaços escolares (os quais deveriam ser espaços de reflexão e de busca de referências culturais positivas.

Outro grande responsável são os promotores de eventos (públicos ou privados) que contratam bandas e artistas com repertórios de baixa qualidade, que contribuem significativamente para que nossos jovens exerçam de forma aberta e sem limites, seus "comportamentos" moldados pela mídia.

Por último, temos os poderes coercitivos que não funcionam nesses casos, pois não são tomadas nenhuma medida (apesar da existência de diversas leis), que impeçam adolescentes de consumirem álcool ou outras drogas em festas e eventos, tais como shows, tendas eletrônicas, etc.

As consequências desses "comportamentos" sem limites, são vários e, nós conhecemos alguns: violência, agressividade, assédio, gravidez na adolescência, doenças sexualmente transmissíveis, entre outras.

Por último sobra para a família, que em muitos casos já se encontra desagregada, onde pais e mães já não tem mais controle da situação e, em outros não são exemplos positivos para seus filhos, pois já foram consumidos pelo mesmo mal.

Costumo ouvir de algumas pessoas: ...os jovens gostam é dessa música, dessa banda, desse artista, dessa dança, por isso temos de atender os gostos deles(as)...

Outras vezes escuto: ...não podemos fazer nada...

Eu sou daqueles (poucos talvez) que acredita que é possível fazer algo diferente sim. Que é possível apresentar aos adolescentes e jovens, opções diferentes de lazer, como a cultura popular e de raiz, o esporte e o aprendizado de costumes e comportamentos que os ajudem na formação cidadã.

Do contrário, continuaremos tratando às questões dos adolescentes e jovens, apenas como estatísticas, enquanto vidas se perdem.

domingo, 17 de maio de 2015

31 de Março - 50 anos do Golpe Militar de 1964 - Não há o que comemorar


Ditadura militar no Brasil

No dia 31 de março para o 1º de Abril de 1964 o Brasil mergulhou em uma fase muito triste da sua história. Durante 21 anos o país viveu sob um regime de ditadura militar, que marcou a nação, seu povo e suas instituições. Foram duas décadas de confronto entre forças políticas e sociais. Neste conflito o governo, utilizou todos os mais terríveis recursos: censura, terrorismo de estado e tortura, para perseguir aqueles que se opuseram ao golpe.

Regime Militar

O plano político é marcado pelo autoritarismo, supressão dos direitos constitucionais, perseguição política, prisão e tortura dos opositores, e pela imposição da censura prévia aos meios de comunicação. Na economia há uma rápida diversificação e modernização da indústria e serviços, sustentada por mecanismos de concentração de renda, endividamento externo e abertura ao capital estrangeiro. 
Com a deposição de Jango, o presidente da Câmara, Ranieri Mazzelli, assume formalmente a presidência e permanece no cargo até 15 de abril de 64. Na prática, porém, o poder é exercido pelos ministros militares de seu governo, entre eles, o general Arthur da Costa e Silva, da Guerra. Nesse, período é instituído o Ato Institucional nº1. 
Os Atos Institucionais são mecanismos adotados pelos militares para legalizar ações políticas não previstas e mesmo contrárias à Constituição. De 1964 à 1978 serão decretados 16 Atos Institucionais e complementares que transformam a Constituição de 46 em uma colcha de retalhos . O AI-1 , de 9 de abril de 64, transfere poder aos militares, suspende por dez anos os direitos políticos de centenas de pessoas. As cassações de mandatos alteram a composição do Congresso e intimidam os parlamentares.

Governo Costa e Silva

O marechal Arthur Costa e Silva assume em 15 de março de 1967 e governa até 31 de agosto de 1969, quando é afastado por motivos de saúde. Logo nos primeiros meses de governo enfrenta uma onda de protestos que se espalham por todo o país. O autoritarismo e a repressão recrudescem na mesma proporção em que a oposição se radicaliza. Costa e Silva cria o Fundo Nacional do Índio (Funai) e o Movimento de Brasileiro de Alfabetização (Mobral). 
Crescem as manifestações de rua nas principais cidades do país, em geral organizadas por estudantes. Em 1968 o estudante secundarista Édson Luís morre no Rio de Janeiro em confronto entre polícias e estudantes. Em resposta, o movimento estudantil, setores da Igreja e da sociedade civil promovem a Passeata dos Cem Mil, a maior mobilização do período contra o regime militar. Na Câmara Federal, o deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, exorta o povo a não comparecer às festividades do dia 7 da Independência. Os militares exigem sua punição. A Câmara não aceita a exigência e o Congresso decreta o AI-5, em 13 de dezembro de 1968. 
Em 17 de abril de 1968, 68 municípios, inclusive todas as capitais, são transformadas em áreas de segurança nacional e seus prefeitos passaram a ser nomeados pelo presidente da República.

Mais abrangente e autoritário de todos os outros atos institucionais, o AI-5 na prática revoga os dispositivos constitucionais de 67. Reforça os poderes discricionários do regime e concede ao exército o direito de determinar medidas repressivas específicas, como decretar o recesso do Congresso, das assembléias legislativas estaduais e Câmaras municipais. O Governo pode censurar os meios de comunicação, eliminar as garantias de estabilidade do Poder Judiciário e suspender a aplicação do habeas-corpus em casos de crimes políticos. O Ato ainda cassa mandatos, suspende direitos políticos e cerceia direitos individuais.

sábado, 16 de maio de 2015

Maracatu Afrobatuque em Ouricuri


Na última segunda feira dia 11 de maio de 2015, o Instituto Cultural Raízes esteve em Ouricuri com o Grupo do Maracatu Afrobatuque de Floresta, para participar das atividades culturais por ocasião do aniversário de 112 anos de Emancipação Política do município.

A indicação para a contratação do Grupo Maracatu Afrobatuque de Floresta, partiu da Secretaria de Educação do município através do nosso amigo Júnior Baladeira e, que contou com a aprovação do Prefeito Cezar de Preto.



A programação teve início na parte da tarde com uma breve oficina de Maracatu que realizamos na Escola Municipal Dr. José Coriolano Sobrinho.

Em seguida, à noite, realizou-se um grande Cortejo Cultural pela avenida central, seguindo até a Praça da Prefeitura, cortejo esse animado ao som da batida do Maracatu Afrobatuque de Floresta.


Encerrando à noite cultural o Maracatu Afrobatuque de Floresta fez a apresentação final, após diversas outras apresentações de escolas e programas sociais do município.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Rosa Luxemburgo



Rosa Luxemburgo, em polonês Róża Luksemburg (Zamość5 de março de 1871 — Berlim15 de janeiro de 1919), foi uma filósofa e economista marxista polonesa , alemã. Tornou-se mundialmente conhecida pela militância revolucionária ligada à Social-Democracia do Reino da Polônia e Lituânia (SDKP), ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e ao Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD). Participou da fundação do grupo de tendência marxista do SPD, que viria a se tornar mais tarde o Partido Comunista da Alemanha (KPD).

Em 1915, após o SPD apoiar a participação alemã na Primeira Guerra Mundial, Luxemburgo fundou, ao lado de Karl Liebknecht, a Liga Espartaquista. Em 1° de janeiro de 1919, a Liga transformou-se no KPD. Em novembro de 1918, durante a Revolução Espartaquista, ela fundou o jornal Die Rote Fahne (A Bandeira Vermelha), para dar suporte aos ideais da Liga.
Luxemburgo considerou o levante espartaquista de janeiro de 1919 em Berlim como um grande erro. 

Entretanto, ela apoiaria a insurreição que Liebknecht iniciou sem seu conhecimento. Quando a revolta foi esmagada pelas Freikorps, milícias de direita composta por veteranos da Primeira Guerra que defendiam a República de Weimar, Luxemburgo, Liebknecht e alguns de seus seguidores foram capturados e assassinados. Luxemburgo foi fuzilada e seu corpo jogado noLandwehr Canal, em Berlim.

Em consequência de suas críticas às escolas Marxista-Leninista e correntes mais moderadas da escola social-democrática do socialismo, Luxemburgo tem conceito algo ambíguo por parte de estudiosos e teóricos da esquerda política. Apesar disso, Luxemburgo e Liebknecht são considerados mártires por alguns marxistas. De acordo com o Gabinete Federal para a Proteção da Constituição, a comemoração em memória de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht continua a desempenhar uma função importante entre a esquerda política alemã.



Infância e Juventude

Rosa Luxemburgo nasceu num vilarejo de Zamość, perto de Lublin, no então Congresso da Polônia, controlado pelo Império Russo. Era a quinta filha de Eliasz Luxemburg, um comerciante de madeira, e Line Löwenstein. A família de Luxemburgo migrou para Varsóvia quando ela tinha dois anos de idade, em virtude de problemas financeiros. Aos cinco anos de idade, para tratar uma aparente doença dos ossos do quadril, Luxemburgo teve a perna engessada e ficou de cama por um ano. Como resultado, uma de suas pernas cresceu menos do que a outra, o que lhe fez mancar pelo resto de sua vida.

Em 1880, Luxemburgo ingressa em um ginásio, onde concluiu os estudos em 1887 e, apesar das excelentes notas obtidas, não recebeu a tradicional medalha de ouro destinada às melhores alunas devido a sua atitude rebelde diante das autoridades escolares. Ainda no ginásio, Luxemburgo entrou para o Partido do Proletariado, que havia sido fundado em 1882 por Ludwik Waryński, antecipando em vinte anos os primeiros partidos socialistas russos. Ela se iniciou na vida política organizando uma greve geral, que resultou na morte de quatro líderes e na dissolução do partido. Apesar disso, Luxemburgo e outros membros do partido que escaparam da prisão continuaram a se encontrar secretamente.

Em 1887, Luxemburgo passou no exame Abitur, análogo ao vestibular. Após fugir para a Suíça, em 1889, aos 18 anos, escapando de uma ordem de prisão expedida contra ela, Luxemburgo começou a estudar na Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique, ao lado de outras personalidades socialistas como Anatoli Lunacharsky e o lituano Leo Jogiches, com quem manteve um longo relacionamento amoroso, mas acabaria abandonando devido à infidelidade por parte dele. Luxemburgo continuou a atuar em atividades revolucionárias, enquanto estudava economia política e direito. Obteve doutorado em 1898 com tese intitulada "O desenvolvimento industrial da Polônia".

Luxemburgo se reuniu com vários membros do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), como Gueorgui Plekhanov e Pavel Axelrod. Não levou muito para que Luxemburgo se opusesse ao partido russo na questão da auto-determinação da Polônia. Ela acreditava que a autodeterminação enfraquecia o movimento socialista internacional, fortalecendo o comando da burguesia em nações recém-independentes. Assim sendo, Luxemburgo se afastou de ambos POSDR e do Partido Socialista Polonês (PSP), que defendiam a autodeterminação de minorias nacionais russas. Em contraste, ajudou a fundar o Partido Social Democrata do Reino da Polônia (SDRP, mais tarde renomeado como Social Democracia do Reino da Polônia e Lituânia), ao lado de Jogiches.

Foi durante estas articulações para a formação do SDRP em Zurique que Luxemburgo conheceu Jogiches, líder do PSP. Enquanto Luxemburgo era a porta-voz e teoricista do partido, Jogiches a promoveu para o cargo de organizadora do partido. Os dois desenvolveram uma intensa relação pessoal e política pelo resto de suas vidas.




Vida na Alemanha

Em 1897, Luxemburgo obteve um casamento de conveniência com Gustav Lübeck a fim de obter a cidadania alemã. No ano seguinte, mudou-se de Zurique para Berlim, se juntando ao Partido Social Democrata da Alemanha. Logo após se juntar ao partido, a agitação revolucionária de Luxemburgo começou a se formar. Expressando questões centrais no debate da social democracia alemã da época, ela escreveu Reforma ou Revolução? em 1900. No livro, uma crítica ao revisionismo da teoria marxista feito por Eduard Bernstein, Luxemburgo explicou que "a teoria dele tende a nos aconselhar a renunciar à transformação social, a meta final da social-democracia e, inversamente, fazer das reformas sociais, os meios da luta de classes, seu objetivo". 

Enquanto apoiava o reformismo (como meios da luta de classes), o objetivo final de Luxemburgo era a revolução completa. Ela acentuou que reformas ininterruptas do capitalismo se traduziria no apoio permanente à burguesia, deixando para trás a possibilidade de construção de uma sociedade socialista. Luxemburgo queria que os revisionistas fossem expulsos do partido. Isto não aconteceu, mas Karl Kautsky manteve a teoria marxista no programa do partido. Com essa polêmica, Luxemburgo torna-se conhecida e respeitada dentro do Partido Social Democrata Alemão.

Em 1902, passado o tempo mínimo exigido pela legislação da Alemanha à época para se divorciar sem perder sua cidadania, Luxemburgo se divorciou de Lübeck. Em 1904, ficou presa por quase dois meses, acusada de insultar o imperador Guilherme II num discurso público. Durante a Revolução Russa de 1905, Luxemburgo focou sua atenção no movimento socialista no Império Russo, defendendo que, "a partir desta data, o proletariado russo estourou no cenário político como classe pela primeira vez". Luxemburgo defendeu a teoria marxista na Revolução, em oposição aos Mencheviques e ao Partido Socialista Revolucionário e em apoio aos Bolcheviques. Há historiadores que afirmam que foi a partir deste evento que Luxemburgo desenvolveu sua teoria revolucionária. Luxemburgo se mudou para Varsóvia para ajudar o levante revolucionário russo, sendo presa por três meses e ameaçada com a pena de morte. Em 1906, Luxemburgo começou a defender sua teoria de greve das massas como instrumento de luta revolucionária mais importante do proletariado. Esta linha de pensamento se tornou motivo de grande contenda no Partido Social Democrata da Alemanha, ganhando a oposição de August Bebel e Kautsky. Pela agitação apaixonada, Luxemburgo recebeu a alcunha de "Rosa sangrenta".

Em 1907, Luxemburgo foi novamente presa, por dois meses, acusada de incitar a violência num discurso feito durante o Congresso do Partido Social Democrata em Jena dois anos antes. Em outubro do mesmo ano, passou a atuar como professora de Economia Política e História Econômica na escola do Partido Social Democrata, cargo que exerceu até 1914, com algumas interrupções. A partir das aulas, escreveu duas de suas obras mais importantes: Introdução à economia política, publicado em 1925, e A acumulação do Capital, publicado em 1913. Este último defende que o imperialismo anda de mãos dadas com o capitalismo, além de fazer o combate a posições revisionistas do marxismo.

Em1910, Luxemburgo rompeu definitivamente com Kautsky quando este não apoiou sua campanha a favor da substituição da monarquia pela República.
Em 1914, Luxemburgo foi julgada e condenada a um ano de prisão pelo Segundo Tribunal Criminal de Frankfurt por incitamento à desobediência civil, num discurso feito em setembro de 1913. A defesa feita na ocasião, uma condenação da guerra e do imperialismo, foi publicada com o título de "Militarismo, guerra e classe trabalhadora". Em 4 de agosto do mesmo ano, a bancada social-democrata do Reichstag votou a favor dos créditos de guerra, o que deixou-a profundamente abalada. Em dezembro, o deputado Karl Liebknecht votou sozinho contra nova concessão de créditos de guerra. Liebknecht e Luxemburg fundaram, então, o Grupo Internationale, que logo viraria a Liga Espartaquista. O grupo defendia que os soldados alemães abandonassem a guerra para iniciar uma revolução no país.

Em 1915, Luxemburgo passou um ano na prisão por agitação anti-militarista. Na prisão, Luxemburgo escreveu O Folheto Junius, que criou a base teórica para a Liga Espartaquista. Ainda na prisão, Luxemburgo escreveu A Revolução Russa, sobre os eventos daquele ano na Rússia, alertando para o perigo dos Bolcheviques instalarem uma ditadura totalitária no país. Apesar disso, o livro enaltece a iniciativa revolucionária dos Bolcheviques e destaca a importância da Revolução Russa no cenário internacional, criticando, porém, a violência revolucionária. Mais tarde, Luxemburgo se opôs aos esforços da recém-formada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas em obter paz em todos os fronts com a assinatura do Tratado de Brest-Litovski com a Alemanha.

Mesmo presa, Luxemburgo não deixou de fazer política. O Grupo Internationale continuou se articulando dentro do Partido Social Democrata até ser expulso. Em 1917, o Partido Social Democrata expulsou não só os espartaquistas como também um grande grupo de oposição interna.Deste grupo, originou-se o Partido Social-Democrata Independente. A Liga Espartaquista, entretanto, manteve-se organizada no PSDI, conservando sua organização e programa político. Os espartaquistas permaneceram no PSDI até que este decidiu participar do governo.

Em 8 de novembro de 1918, o governo alemão relutantemente liberou Luxemburgo da prisão. Logo ela deu continuidade à agitação revolucionária, dirigindo o jornal Die Rote Fahne (A Bandeira Vermelha) e fundando, com Liebknecht, no dia 31 do mês seguinte, o Partido Comunista da Alemanha. Enquanto isso, conflitos armados a favor dos espartaquistas sacudiam as ruas de Berlim. No dia 9 de janeiro de 1919, Berlim encontrava-se em estado de sítio. Luxemburgo e Liebknecht, perseguidos, sabiam que já não havia mais para onde fugir. Mudavam constantemente de esconderijo e empresários de extrema-direita ofereciam recompensas a quem os denunciasse.



Morte

Em 15 de janeiro de 1919, Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Wilhelm Pieck, líderes do Partido Comunista da Alemanha, foram presos e levados para interrogatório no Hotel Eden em Berlim. Enquanto que os detalhes das mortes de Luxemburgo e Liebknecht são desconhecidos, a versão mais aceita é de que foram retirados do hotel por paramilitares do grupo de direita Freikorps, que mais tarde iriam apoiar os Nazis. Enquanto Luxemburgo e Liebknecht eram escoltados para fora do prédio, foram espancados até ficarem inconscientes. Pieck conseguiu fugir, enquanto Luxemburgo e Liebknecht foram levados, cada um, num jipe militar. O primeiro jipe, com Rosa Luxemburgo, virou antes da ponte Corneliusbrücke em uma pequena rua paralela ao curso d'água conhecido como Canal do Exército (Landwehrkanal). Ela foi baleada e jogada semi-morta nas águas geladas de janeiro do Landwerkanal. Seu companheiro de luta, Karl, seguiu no outro jipe, que cruzou a Corneliusbrücke e entrou em uma das ruas desertas do parque Tiergarten. Ele foi baleado pelas costas, enquanto foi induzido a caminhar. Morto, foi entregue como indigente em um posto policial. Dois meses mais tarde, Jogiches foi morto pelo mesmo grupo. O corpo de Luxemburgo só foi encontrado no final de junho. Seus assassinos jamais foram condenados. Somente em 1999, uma investigação do governo alemão concluiu que as tropas de assalto haviam recebido ordens e dinheiro dos governantes social-democratas para matar Luxemburgo e Liebknecht.
Os corpos de Luxemburgo e Liebknecht foram enterrados no Cemitério Central de Freidrichsfelde em Berlim. Todos os anos, socialistas e comunistas se reúnem no local na segunda segunda-feira de janeiro para homenageá-los.