MENSAGEM DE ANO NOVO

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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Vidas em Risco

Imagens da Internet

A cada dia que passa é crescente o número de adolescentes vivendo com comportamentos de risco e de exposição sem limites.

São inúmeros os casos de adolescentes utilizando bebidas alcóolicas (especialmente em festas), consumindo outros tipos de drogas, praticando sexo sem qualquer orientação ou consciência dos riscos e, expondo sua "privacidade" nas redes sociais.

Uma geração que está a passos largos se jogando na "curtição" tal qual pulassem de um abismo, cujo resultado final (se não mata) pode deixar grandes sequelas.

Para nós que realizamos um trabalho sócio-educativo e cultural, essa realidade tem se constituído num imenso desafio, que vem causando algumas perdas, em que pese todo o nosso esforço em orientar e estimular a visão crítica diante da realidade.

Os grandes responsáveis por essa situação caótica que vive grande parte de nossos adolescentes, são (ao nosso ver), em primeiro lugar a grande mídia (sobretudo a televisão) e as redes sociais, as quais transmitem e publicam como normais, os mais diversos comportamentos ou atitudes que devem ser colocadas em prática pelos adolescentes e jovens.

A propagação de costumes/práticas expressas nas telenovelas, filmes e seriados, trazem a idéia que tudo é permitido, que tudo pode e deve ser feito em busca do prazer e da "felicidade".

O mercado produtor de músicas (se assim podem ser chamados alguns ritmos atuais), investe principalmente em alguns gêneros que expõem a sexualidade de forma irresponsável (nas letras das músicas e suas correspondentes coreografias), que são rapidamente absorvidos pelo público jovem, levando (inclusive) a serem reproduzidos em espaços escolares (os quais deveriam ser espaços de reflexão e de busca de referências culturais positivas.

Outro grande responsável são os promotores de eventos (públicos ou privados) que contratam bandas e artistas com repertórios de baixa qualidade, que contribuem significativamente para que nossos jovens exerçam de forma aberta e sem limites, seus "comportamentos" moldados pela mídia.

Por último, temos os poderes coercitivos que não funcionam nesses casos, pois não são tomadas nenhuma medida (apesar da existência de diversas leis), que impeçam adolescentes de consumirem álcool ou outras drogas em festas e eventos, tais como shows, tendas eletrônicas, etc.

As consequências desses "comportamentos" sem limites, são vários e, nós conhecemos alguns: violência, agressividade, assédio, gravidez na adolescência, doenças sexualmente transmissíveis, entre outras.

Por último sobra para a família, que em muitos casos já se encontra desagregada, onde pais e mães já não tem mais controle da situação e, em outros não são exemplos positivos para seus filhos, pois já foram consumidos pelo mesmo mal.

Costumo ouvir de algumas pessoas: ...os jovens gostam é dessa música, dessa banda, desse artista, dessa dança, por isso temos de atender os gostos deles(as)...

Outras vezes escuto: ...não podemos fazer nada...

Eu sou daqueles (poucos talvez) que acredita que é possível fazer algo diferente sim. Que é possível apresentar aos adolescentes e jovens, opções diferentes de lazer, como a cultura popular e de raiz, o esporte e o aprendizado de costumes e comportamentos que os ajudem na formação cidadã.

Do contrário, continuaremos tratando às questões dos adolescentes e jovens, apenas como estatísticas, enquanto vidas se perdem.

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