MENSAGEM DE ANO NOVO

MENSAGEM DE ANO NOVO

domingo, 20 de março de 2016

Democracia ou Ódio de Classe?

Foto da Internet
Os protestos que tem ocorrido em nosso país desde 2014 e, sobretudo, agora com a intensificação da mídia, revelam algumas questões que merecem reflexão:

Em primeiro lugar, gostaria de destacar que fica claro a principal motivação dos protestos, "O ÓDIO DE CLASSE".

Basta ver com muita atenção que a maioria das pessoas que se expressam de forma mais agressiva e incisiva, são gente de classe média, empresários, profissionais liberais, historicamente aversos as classes populares e, que nos últimos anos têm visto seus privilégios serem reduzidos, enquanto que os menos favorecidos tem tido várias oportunidades de melhor desempenho social em suas vidas.

Principalmente agora, com os novos episódios, vemos os setores dominantes tirarem às máscaras e assumirem abertamente a oposição ao governo, já não há mais dissimulações.

Foto da Internet
Em segundo lugar, há um direcionamento dos protestos de forma exclusiva contra um único partido político, como se fora esse o único realizador de atos de corrupção, ou talvez até mesmo o idealizador de atos ilegais e espúrios.

Esquecem (ou não querem dizer) os articuladores dos protestos, que a corrupção é um mal histórico, intimamente vinculado ao "jeitinho brasileiro", presente na vida cotidiana da maioria absoluta da nossa gente e, encontra sua escala maior em meio a grande parte dos políticos e dos grandes empresários, banqueiros, fazendeiros e outros setores que compõem a classe dominante.

Foto da Internet
Em terceiro, vemos os meios de comunicação em geral e, de forma muito especial e praticamente exclusiva a Rede Globo e seus demais mecanismos de comunicação, conduzindo uma campanha difamatória sem limites, com total parcialidade e à serviço dos setores dominantes já mencionados, utilizando de seu potencial de manipulação da informação para passar aos "menos esclarecidos" as "verdades dos fatos" de um único lado.

Os mencionados nas famosas "delações premiadas"que não sejam do PT, são mencionados de passagem sem maior destaque e, com suas "explicações" resumidas.

Vergonhosamente, pude ver no último dia 13, nos dias que antecederam e também depois nos dias seguintes uma repudiável "cobertura de imprensa" que mais tem a ver com propaganda ideológica, convocando às pessoas e depois dando destaque permanente 24 horas, em todas as programações e a Globo News transmitiu sem intervalos, dando ênfase abertamente contrária ao governo.

O mesmo não ocorreu quando das manifestações pró governo da última sexta dia 18, o que deixa claro que a "liberdade de imprensa" que eles defendem é a liberdade de manipular e de se constituir em palanque político, de conduzir a opinião pública "especialmente os menos esclarecidos" a tomarem posição de acordo com seus interesses.

Como se não bastasse toda a nojeira na forma de abordar a realidade política do momento, ainda fazem questão de relacionar os fatos atuais com a crise na economia, mostrando que bolsas de valores sobem, dólar baixa, índices econômicos caem, porque "estão diretamente relacionados" com a crise no governo. 

Foto da Internet
Um quarto elemento de reflexão, diz respeito a setores do poder judiciário e de investigação, que demonstram claramente, suas tendências partidárias e sua inclinação em perseguição apenas às pessoas identificadas nas relações do PT.
Defendo que haja completa investigação sim, no entanto, que seja imparcial (pois é assim que o sistema judiciário deve ser).
Se observarmos sob a luz da imparcialidade e não movido pelas paixões, poderemos constatar que vários procedimentos foram adotados de forma a expor exclusivamente quem é do PT ou ligado ao mesmo e, mais particularmente a figura de LULA (Luiz Inácio da Silva).
Seu depoimento forçado e posteriormente o vazamento dos grampos telefônicos, demonstram um direcionamento tendencioso nas investigações e uma clara intenção de criminalizá-lo antecipadamente, ferindo o direito da defesa e da contra prova.
Tornar pública, ou vazar para a imprensa as "ações investigativas", deixam claro a intenção aberta de proceder com um julgamento público, criar um ambiente favorável ao golpe final, a "punição jurídica".
Enquanto isso, figuras carimbadas do mundo da corrupção: Renan Calheiros, Michel Temer, Eduardo Cunha, Aécio Neves, entre tantos outros que não são filiados ao PT, tem seus pedidos de investigação arquivados e, quando são abertos processos contra os mesmos, não ocorre às investigações na mesma velocidade que os demais e, a imprensa, sequer menciona e, quanto aos mesmos não vemos serem obrigados a depor, nem vemos seus telefones serem grampeados.
Foto da Internet
Por último, nossa reflexão vem abordar o que vemos aflorar de forma intensa e insana, o oportunismo de grande parte dos políticos, especialmente no Congresso Nacional, a maioria deles beneficiados por doações de grandes empresas às suas campanhas eleitorais e outros por "esquemas" de corrupção, sendo muitos inclusive citados e investigados na própria operação Lava Jato, somados a outros (não menos corruptos) descontentes pela derrota eleitoral de 2014, se arvorarem a serem os "arautos da moralidade" ou os "paladinos" da "luta contra a corrupção".
O pior é ver que muitos deles faziam parte do jogo do "é dando que se recebe" que é histórico no Congresso, onde a maioria dos parlamentares trocam ou vendem seus votos, para obterem benefícios ou liberação de emendas por parte do Governo.
A postura desses falsos modelos de ética, desses oportunistas descontentes, desses serviçais das classes dominantes, compõe os ingredientes para o que os setores que controlam o sistema querem, promover um golpe de estado, no intuito de fazer voltar o "status quo" anterior, onde muitos praticavam corrupção e nenhum era investigado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário