MENSAGEM DE ANO NOVO

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A cultura de massa: manipulação e alienação


Quando o capitalismo ainda não era o modelo econômico vigente no mundo, a cultura popular era vista como um conjunto de manifestações humanas que exemplificam as crenças, os mitos, os símbolos, as imagens, a arte, o folclore, os hábitos e os valores.  A partir da Revolução Industrial e, consequentemente, a implantação do capitalismo, a cultura popular se bifurcou, criando, assim, um novo seguimento, a cultura de massa.

A cultura de massa é uma MERCADORIA, que visa sempre GERAR O LUCRO. Os produtos são muito parecidos, perdendo assim a sua individualidade. As pessoas, que antes eram importantes para a produção cultural, limitam-se a apenas exercer o papel de consumidoras, tornando-se secundárias nesse sistema. Além disso, elas também perdem a autonomia. Os indivíduos passam a querer um determinado produto não pela necessidade, mas por todos terem.

Existe um sistema bem montado que mantém essa famigerada cultura de massa que se vale, sobretudo, da grande mídia (televisão, rádios, internet, produtoras), como sua indústria. Cujos produtos fabricados são ritmos, danças, ídolos, modas e costumes.

De meados da década de 80 até os dias atuais, temos vivenciado diversos ciclos de consumo "musical", que sofrem alterações (sempre para pior), com o único intuito de manter a clientela formada especialmente por pessoas sem muita informação ou formação, as quais não tem compreensão e nem mantém qualquer vínculo com suas raízes culturais.

Vale à pena ressaltar que todo esse sistema atende a um sistema maior de dominação social que prefere que às pessoas sejam alienadas e se tornem imbecilizadas, ávidas a consumir sem nenhuma capacidade de refletir.

Um dos pontos altos desse sistema de consumo são as grandes festas à exemplo do Carnaval, principalmente nos grandes centros como o Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, entre outros, que reproduzem toda essa manipulação de massas, deixando pouco ou quase nenhum espaço para as manifestações culturais emanadas das tradições do povo.

Outro ponto alto, são as festas juninas (especialmente no nordeste brasileiro), que estão a cada ano sofrendo toda uma carga de descaracterização, onde temos visto de forma acintosa a invasão de artistas e bandas sem qualquer identificação com a tradição junina, com cachês absurdos e desproporcionais em relação a artistas e grupos regionais.

O pior é ver isso reproduzido em larga escala pelo país afora, inclusive nos municípios de menor porte.

O que é mais impressionante é que esse sistema não é só privado, também recebe a grande parcela de colaboração do poder público, arcando com o custo (cachê, palco, som e outras despesas) dessas grandes festas, gastos esses que não tem retorno social, que não ajudam a solucionar os grandes problemas da população dos municípios e dos estados.

Lamentável ainda é ver que grande parte da população é alienada quanto a essas questões e, aplaudem o circo montado, alimentando o ciclo vicioso dos que acham e afirmam que "o povo gosta é disso mesmo: do que está na mídia e na moda".

Quando passa a "festa" todos tem que se deparar com a realidade e contabilizar o que falta: saúde e educação de qualidade, trabalho com remuneração digna e justa, habitação, saneamento e tantas outras coisas indispensáveis para se viver bem.

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