MENSAGEM DE ANO NOVO

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Impeachment ou Tribunal de Exceção


O Brasil está vivenciando mais um momento decisivo em sua história, assim como ocorreu em vários outros episódios da luta de classes e especialmente no período republicano.

Tenho acompanhado com muita atenção todos esses momentos e o andamento do processo de Impeachment contra a Presidente Dilma Roussef e, lamentavelmente estou testemunhando a um verdadeiro Tribunal de Exceção, não nos moldes clássicos que o mesmo se caracteriza, más por tudo que rodeia o chamado processo de Impeachment.

Do pedido de Impeachment
Inicialmente tal pedido é acatado pelo famigerado Eduardo Cunha, Presidente da Câmara dos Deputados, numa clara demonstração revanchista e vingativa, por não ter obtido apoio para barrar o processo de cassação contra o mesmo.

Tal pedido se fundamenta, sobretudo, nas ações da Presidente Dilma, de decretos de suplementação financeira e o que passaram a chamar de "pedalas fiscais".

No entanto, tais procedimentos já foram efetuados em governos anteriores (sem qualquer punição) e são prática constante de vários governos estaduais e de inúmeros prefeitos municipais e, nem assim, passaram por processos de impeachment.

A Comissão do Impeachment
De forma acelerada e sob a batuta do inescrupuloso Eduardo Cunha foi formada uma comissão cuja maioria de seus componentes agiram muito mais como inquisidores do que propriamente como investigadores, aliás, vale à pena lembrar que dos 65 componentes da tal comissão, 40 deles receberam dinheiro de empresas investigadas na operação lava jato, em sua maioria aliados de Cunha.

Assisti grande parte da "discussão" e votação do relatório que admite o pedido de Impeachment da Dilma e pude constatar a fragilidade do argumento do relator. Batem na tecla das ações praticadas pela Presidente e caracterizam como crime de responsabilidade.

Usam desse falso argumento e descarregam a culpabilidade pela crise econômica, o desemprego, a inflação, na Presidente Dilma.

Pude ver claramente que aqueles deputados que querem o impeachment, não tem interesse algum em ouvir a defesa. É um jogo de cartas marcadas, onde não adianta se defender. Eles já julgaram previamente e a Comissão do Impeachment é mera formalidade, jogo de cena, faz de conta.

Tal qual nos tribunais de exceção, o que menos importa é a defesa, a condenação já está acertada, falta só a aplicação da pena.

O que está por trás do possível Impeachment?
Por trás de todos os "falsos argumentos" daqueles que querem a todo custo a saída de Dilma, existe todo um conjunto de interesses de vários setores econômicos (banqueiros, latifundiários, grandes empresários e grande parte da mídia conservadora) e parcela da população pertencente a classe média, revoltada pela perda de alguns privilégios, todos descontentes por não terem logrado êxito nas últimas eleições.

Além disso, os setores dominantes se sentem incomodados por terem visto serem interrompidos na última década, seus anseios de entrega do país ao capital estrangeiro, bem como a aceleração da diminuição do papel do estado na economia e a quebra de vários direitos sociais e trabalhistas adquiridos através de décadas de lutas.

Por outro lado, vemos a ganância dos já viciados políticos existentes no congresso, famosos e famigerados, ratazanas do dinheiro público, que veem no impeachment a oportunidade de meter a mão no patrimônio público, representados principalmente pelo PMDB, PSDB, DEM e outros que se juntam a eles nesse momento em que vislumbram a impetração desse golpe.

DO JEITO QUE ESTÃO FAZENDO, O IMPEACHMENT DE DILMA REPRESENTA UM GOLPE SIM E A HISTÓRIA NÃO PERDOARÁ TODOS(AS) OS(AS) QUE SE JUNTAM NESSE MOMENTO PRA LEVAR A CABO ESSA CONSPIRAÇÃO.

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