MENSAGEM DE ANO NOVO

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O exemplo das formigas


Certo dia pela manhã, assim que acordei, matei uma barata.

Antes de jogar sua carcaça no lixo, resolvi (por curiosidade) esperar a reação de duas pequenas formigas que estavam por perto.

Claro que eu já sabia que as formigas também se alimentam de baratas e outros insetos e, por isso temos de ter os devidos cuidados com as danadinhas nos alimentos.

Más, voltando à cena. Fiquei observando as duas formiguinhas dando voltas em torno da barata, indo de um canto a outro e depois fizeram uma viagem um pouco mais longa e, quando retornaram já era um verdadeiro exército que começou a devorar a carcaça da barata e seguindo num frenético vai e vem, elas se comunicavam passando umas pelas outras, todas ocupadas com a missão de levar o que pudesse para seu esconderijo.

Assisti a cena e fiquei me perguntando se nós os humanos, os inteligentes, os autosuficientes, teríamos algo a aprender com as formigas?

Daí pensei, primeiro vi o exemplo de coletivismo. Aquelas duas formiguinhas não iriam conseguir devorar toda a barata, elas precisavam das outras e, por incrível que pareça elas não ficam lá no pé da barata se alimentando até não aguentar mais. Elas levam suas cotas para o esconderijo para que outras possam compartilhar da conquista.

Em segundo, o trabalho coletivo se mostrou oportuno pois deram conta em (pouco tempo) de pegar as partes que precisavam da barata, além de que demonstraram que juntas podem enfrentar o desafio ou o inimigo maior.

Todos sabemos que as formigas guardam mantimentos para o período do inverno, para exatamente não morrerem de fome e que vivem em colônias onde partilham todas para sobreviverem.

E nós, os humanos?
Estamos cada vez mais individualistas, querendo as coisas só pra nós. Quando encontramos algo (salvo raríssimas exceções) guardamos só pra nós, não chamamos ninguém para compartilhar.
Não nos unimos para enfrentar os desafios, vivemos pensando e agindo cada um por si.
Destruímos as coisas que nos são ou serão úteis, não guardamos mais nada (até porque as coisas de hoje são descartáveis), não nos preparamos para os momentos difíceis e, nos negamos a viver em coletivos.
Não nos preocupamos com a sobrevivência do outro, nos interessa nossa própria sobrevivência, a vida do outro não nos interessa e, assim marchamos em passos acelerados para a extinção da raça humana.

Por fim, pode ser bobagem mais tomei esse exemplo das formigas e, pode até parecer um delírio para os dias de hoje, ver exemplo em insetos, se somos humanos, se tudo sabemos, se somos superiores a tudo.

Que exemplo me deram as formigas.

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