PONTO DE PARTIDA

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domingo, 18 de dezembro de 2016

A verdadeira história do Natal




Durante os primeiros 3 séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como Igreja Romana (isto é, no século 4o). Somente no século 5o foi oficialmente ordenado que o Natal fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Jesus Cristo.
O nascimento de Jesus não ocorreu no dia 25 de dezembro, como podemos ver no próprio texto bíblico (Lucas 2:8) que relata que Quando Ele nasceu "... havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho." Isto jamais pôde acontecer na Judéia durante o mês de dezembro: os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e [ainda mais à noite] os abrigavam para protegê-los do inverno que se aproximava, tempo frio e de muitas chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos durante as frígidas noite, no campo. É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lucas 2:1).
Os apóstolos e a igreja primitiva jamais celebraram o natalício de Cristo. Nem nessa data nem em nenhuma outra. Não existe na Bíblia ordem nem instrução alguma para fazê-lo. Porém, existe, sim, a ordem de atentarmos bem e lembrarmos sempre a Sua MORTE (1Co 11:24-26; Joã 13:14-17).
As festividades tidas como pagãs de Saturnália e Brumália (que aconteciam no período coincidente com o 25 de dezembro) estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade denominada de pagã.
Recordemos que o mundo romano havia sido "pagão". Antes do século 4o os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos "pagãos". Porém, com a vinda do imperador Constantino (no século 4o) que se declarou cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos somaram a centenas de milhares.
Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes "pagãos", sendo o principal aquela festa tida como idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria [carnal] muito especial. Agradava ao povo! Não queriam suprimi-la."
Num artigo da "The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge" revela como Constantino e a influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de Deus com o sol) levaram aqueles pagãos do século 4o (que tinham [pseudamente] se "convertido em massa" ao [pseudo] "cristianismo") a adaptarem a sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando-lhe o título de dia do natal do Filho de Deus.
Assim foi como o Natal se introduziu em nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo, em espírito, a festa pagã de culto ao sol. Apenas mudou o nome. Podemos chamar de leão a uma lebre, mas por isto ela não deixará de ser lebre.
A Enciclopédia Britânica diz:
"A partir do ano 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada de Mitraica, o aniversário do invencível sol... os sírios e os armênios que eram adoradores do sol, apegando-se à data de 6 de janeiro, acusavam os romanos, sustentando que a festa de 25 de dezembro havia sido inventada pelos discípulos de Cerinto."
O Natal é uma das principais tradições do sistema corrupto chamado Babilônia, fundado por Nimrode, neto de Cam, filho de Noé. O nome Nimrode se deriva da palavra "marad", que significa "rebelar". Nimrode foi poderoso caçador CONTRA Deus (Gn 10:9). Para combater a ordem de espalhar-se:
- criou a instituição de ajuntamentos (cidades);
- construiu a torre de Babel (a Babilônia original) como um quádruplo desafio a Deus (ajuntamento, tocar aos céus, fama eterna, adoração aos astros);
- fundou Nínive e muitas outras cidades;
- organizou o primeiro reino deste mundo.
A Babilônia é um sistema organizado de impérios e governos humanos, de explorações econômicas, e de todos os matizes de idolatria e ocultismo.
Nos séculos 4o e 5o os "pagãos" do mundo romano se "converteram" em massa ao "cristianismo", levando consigo suas antigas crenças e costumes pagãos, dissimulando-os sob nome cristãos. Foi quando se popularizou também a idéia de "a Madona e Seu Filho", especialmente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema.
A verdadeira origem do Natal está na antiga Babilônia. Está envolvida na apostasia organizada que tem mantido o mundo no engano desde há muitos séculos! No Egito sempre se creu que o filho de Ísis (nome egípcio da "rainha do céu") nasceu em 25 de dezembro. Os "pagãos" em todo o mundo conhecido já celebravam esta data séculos antes do nascimento de Cristo.

Outros Costumes que se somaram à data do Natal
A GUIRLANDA (coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas) que enfeita as portas de tantos lares é de origem pagã. Dela disse Frederick J. Haskins em seu livro "Answer to Questions" (Respostas a Algumas Perguntas): "[A guirlanda] remonta aos costumes "pagãos" de adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do [atual] Natal. A árvore de Natal vem do Egito e sua origem é anterior à era Cristã."
Também as VELAS, símbolo tradicional do Natal, são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar ao deus sol, quando este se extinguia para dar lugar à  noite.
Papai Noel é lenda baseada em Nicolau, bispo católico do século 5o. A Enciclopédia Britânica, 11ª edição, vol. 19, páginas 648-649, diz: "São Nicolau, o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro... conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre... deu origem ao costume de dar em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau..."
Com o passar do tempo a sociedade de consumo passou a enfatizar como símbolo do natal, apenas o Papai Noel, a árvore, a troca de presentes, o perú da ceia de natal, etc, deixando em segundo plano a simbologia do nascimento de Jesus Cristo.
Vemos às pessoas serem estimuladas a gastarem e a almejarem os presentes, a fazerem festas e mais festas, enquanto, que esquecem por completo que a amizade, a partilha e a solidariedade deveriam ser demonstradas de forma cotidiana e permanente e não apenas em uma data específica.
Os que precisam de ajuda pra se levantar na vida, necessitam de mãos amigas todos os dias e não apenas de receberem doações no período natalino.
A caridade é uma virtude, que não está resumida ao ato de dar esmolas, até porque quando damos esmolas, é exatamente o que não nos faz falta, em essência nos livramos do que não precisamos.
Um exemplo cristão, por assim dizer (voltando ao sentido religioso da data), deve ser algo a ser demonstrado a todo o momento.
Descobri ainda criança que Papai Noel não existia, que era mentira e, isso não me deixou infeliz, do contrário, cresci sabendo que se algo deve ser trabalhado como símbolo da data, é exatamente Aquele que foi capaz de dar sua vida para que os outros entendessem sua pregação e pudessem ter uma vida diferente, Jesus Cristo.
Seria muito importante que às pessoas em geral (sobretudo os que se dizem cristãos), aprendessem que não é a mentira do Papai Noel, nem a árvore ornamentada, nem o consumismo da roupa nova, nem a maquiagem, nem o cabelo chapado ou o sapato novo, que representam a felicidade.
Uma reflexão bem feita fará com que se veja que os valores que faltam à humanidade para se construir um mundo de paz, não estão representados nas coisas materiais e sim na fraternidade, na solidariedade, no amor, na capacidade de compartilhar e no respeito ao outro.

Final de ano é época de reflexão, de renovação, de avaliar os aspectos positivos e negativos da construção diária da vida e, de nos propormos a sermos pessoas melhores no ano que se inicia.

Feliz 2017!

Diferenças entre a tragédia com o time da Chapecoense e as demais tragédias que ocorrem diariamente pelo mundo.

Tragédia que matou mais de 160 pessoas na Nigéria
Nos últimos dias tem sido (ainda) incessantes às notícias da tragédia com o vôo da Chapecoense, ocorrido no dia 29/11/2016.

É verdade que toda tragédia que põe fim a vidas (sobretudo humanas) merecem nosso pesar.

No entanto, a "cobertura da mídia" deu uma forma absurdamente dramática, repetida inúmeras vezes, causando um clamor exacerbado, transformando as vítimas em "heróis".

E eu me pergunto: heróis de que? por que causa justa eles lutavam? que grande obra humana estavam realizando?

Aproveitam-se de que o futebol é a maior forma de aglutinação de pessoas (inclusive da alienação da grande maioria), para causar um clamor geral, motivando as pessoas a assumirem diante da tragédia, um papel que nem sempre exercem quando perdem um ente querido.

De imediato surgem expressões de choros e prantos, nas redes sociais se criam hashtags dando força ao clube, imagens de pessoas (torcedores) transformadas em fãs, cria-se um ambiente de enorme sensibilização e "solidariedade", governos se mobilizam, tentam se projetar em torno dos fatos,a vida de cada uma das vítimas passa a ser conhecida do público, seus nomes lembrados um-a-um.

Enfim, mais um show produzido pela mídia sensacionalista, preocupada apenas em produzir a "informação de massa" e direcionar comportamentos e atitudes.

Enquanto toda essa "cobertura" e comoção é causada pela tragédia mencionada, várias outras tragédias ocorrem diariamente, sem qualquer cobertura e sem qualquer comoção por parte da mídia e das pessoas em geral.

À exemplo, recentemente no dia 11 de dezembro, um acidente com a queda do teto de uma igreja na Nigéria (uma tragédia), matou pelo menos 160 pessoas, fato este que quase ninguém soube. Não houve a mesma comoção, nenhuma hashtag nas redes sociais, praticamente nenhuma cobertura da grande mídia, nem mesmo religiosos (porque eram religiosos os mortos da Nigéria) se pronunciaram.

Porque? porque a Nigéria é distante daqui? porque a Nigéria está localizada na África? porque são negros? porque são pobres? Perguntas que me faço.

Várias outras tragédias ocorrem aqui mesmo no Brasil, sem que a grande mídia se pronuncie, tragédias diárias que matam pobres, índios, negros e, tantos outros excluídos pelo sistema.

Vidas que vão, gente que morre sem lamentos, sem comoção, sem homenagens. Esquecidos, abandonados, porque já o eram em vida.  

sábado, 17 de dezembro de 2016

Instituto Raízes incentiva parcerias no Sertão


No dia 27 de novembro de 2016, o Instituto Cultural Raízes, realizou reunião com os grupos participantes da 8ª Celebração da Consciência Negra em Floresta/PE, dos quais estiveram presentes o Grupo Zumbi de Dança Afro e Percussão (de Mirandiba), o Maracatu de Baque Virado Nação Salgueirense (de Salgueiro) e a Cia. de Danças na Pisada do Sertão Terranovense.

Em pauta, os passos necessários para consolidar uma parceria entre os grupos, na troca de experiências e vivências culturais, através de oficinas, encontros e eventos temáticos.

O início da troca de experiências se produzirá em janeiro de 2017, onde nos dias 7 e 8 em Mirandiba, será realizado estudo e oficina sobre Afoxé, cuja programação também ocorrerá nos dias 14 e 15 também de janeiro, em Terra Nova.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Instituto Raízes na Consciência Negra em Serra Talhada


No dia 20 de Novembro de 2016, DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA, o Instituto Cultural Raízes participou do evento de Celebração da Consciência Negra em Serra Talhada à convite da Secretaria de Desenvolvimento Social e Igualdade Racial, que tem como Secretário Josenildo André Barbosa e o coordenador de Igualdade Racial, Pai Hebert, cujo evento foi organizado pelo
Ilê Axé Omó Oyá Onirakãn, sob a administração do Sacerdote de Matriz Africana Babá Onirasilé.

A programação contou com a realização de Cortejo Cultural pelas ruas centrais da cidade, ao som do baque virado do Maracatu Afrobatuque de Floresta e a participação de vários grupos culturais à exemplo do Grupo Zumbi de Dança Afro e Percussão de Mirandiba.

Após o cortejo, em frente à Igreja do Rosário dos homens pretos, ponto histórico da cidade, realizou-se uma celebração ecumênica, seguida de apresentações de Afoxé por parte do Grupo Zumbi e do Afoxé Filhos de N'Zambi, de Floresta.

Foi mais uma oportunidade para mostrar o trabalho do Instituto Raízes, que ultrapassa as fronteiras de Floresta, levando o Axé, o respeito e a valorização das tradições culturais e religiosas, afrobrasileiras.

Ações afirmativas como essas, são indispensáveis na luta contra o preconceito e a discriminação racial, historicamente exercida contra as minorias e sobretudo, contra os povos de Matriz Africana e indígenas de nosso país, afirma Libânio Neto, Diretor Presidente do Instituto Cultural Raízes.  

Maracatu Afrobatuque faz apresentação na Erem Tercina Roriz em Belém do São Francisco


No dia 30 de novembro de 2016, o Instituto Cultural Raízes concluiu sua agenda do mês da Consciência Negra, realizando uma apresentação do Maracatu Afrobatuque de Floresta, na Erem Tercina Roriz em Belém do São Francisco.

Atendendo o convite da escola que estava promovendo evento voltado para a temática sobre a história da África, o Grupo realizou uma empolgante apresentação de Maracatu que agradou a todos os presentes.

Com um repertório voltado para homenagens a Naná Vasconcelos e a Nação do Maracatu Porto Rico, o Maracatu Afrobatuque mostrou todo o Axé que envolve a tradição e os fundamentos do Maracatu de Baque Virado, uma das mais importantes manifestações culturais afrobrasileiras, genuinamente pernambucana, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e que é reconhecido em várias partes do mundo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Consciência Negra em Floresta é marcada por muita emoção

Foto: Blog do Elvis
No sábado dia 26 de novembro de 2016, realizou-se a 8ª Celebração da Consciência Negra em Floresta/PE.

O evento ocorreu na Quadra Poliesportiva do Bairro do Vulcão e reuniu grupos culturais de Arcoverde, Mirandiba, Salgueiro, Terra Nova e Belém do São Francisco, além do Maracatu Afrobatuque de Floresta, do Afoxé Filhos de N'Zambi e Grupo Dandara, mantidos pelo Instituto Cultural Raízes.

Estiveram presentes ainda o Mestre Shacon Viana da Nação do Maracatu Porto Rico e a Mestra Joana Cavalcanti da Nação do Maracatu Encanto do Pina.

Momento de Homenagens ao Mestre Shacon e a Mestra Joana.

Iniciando as apresentações foi realizada homenagem especial a Naná Vasconcelos, conduzida pelo Mestre Shacon Viana e pela Mestra Joana Cavalcante.

Em seguida, o Maracatu Afrobatuque de Floresta, realizou (juntamente com demais grupos presentes) homenagem especial a Nação do Maracatu Porto Rico, pelos seus 100 anos de lutas e glórias, completados no último dia 7 de setembro, sendo também homenageados o Mestre Shacon e a Mestra Joana.

Dando continuidade aconteceram as apresentações do Maracatu Nação Salgueirense (de Salgueiro), do Maracatu Raízes do Sertão (de Arcoverde), da Companhia de Danças na pisada do sertão terranovense (de Terra Nova), do Grupo Dandara (de Floresta), do Grupo Zumbi de Dança Afro e Percussão (de Mirandiba) e, encerrando à noite, o Afoxé Filhos de N'Zambi (de Floresta).

Em mais um ano o evento da Consciência Negra em Floresta mostrou sua força e, se consolida (cada vez mais) como o maior evento de Cultura Afrobrasileira do Sertão Pernambucano.

Na avaliação da comunidade, dos vários grupos participantes, dos Mestres convidados e da Diretoria do Instituto Cultural Raízes, o evento atingiu seu objetivo maior e mostrou a viabilidade de se promover eventos culturais na Comunidade, numa perspectiva de ações afirmativas voltadas para a conscientização do papel dos afrobrasileiros na construção da sociedade e, como forma de eliminar preconceitos.