PONTO DE PARTIDA

PONTO DE PARTIDA

domingo, 31 de dezembro de 2017

Porque não temos nada a comemorar sobre o ano de 2017


Apesar das várias festas organizadas na maioria das cidades brasileiras e em especial nas capitais, onde são gastos enormes somas de dinheiro público com shows e absurdas queimas de fogos, não encontramos nenhum motivo para as famosas "comemorações" e exageradas "viradas".

Afinal, a simples passagem de ano (em que pese os sinceros desejos de paz, felicidades, etc) e as "confraternizações" entre amigos e familiares, não é o bastante para resolver todos os problemas que herdamos de 2017.

2017, obviamente não deixará saudades (por muitas razões), no entanto, deixou uma série de situações que irão impactar em nossas vidas nesse recém nascido 2018.

Vimos em 2017, prosseguir a triste realidade implantada por um (des)governo golpista, fundado (e afundado) na corrupção e serviçal dos poderosos e do capital internacional, cujas medidas predominantemente impopulares já causam enormes prejuízos ao país e a maioria dos brasileiros, com consequências profundamente negativas, que (se não ainda percebidas) em breve estarão batendo à nossa porta.

Já em 2016, foram em torno de 60 medidas ilegítimas  https://www.brasil247.com/pt/colunistas/robsonsavioreissouza/243635/As-60-medidas-ileg%C3%ADtimas-do-governo-golpista.htm. Em 2017, seguiram-se as medidas de maior impacto negativo (ou as 10 maiores maldades), as quais relaciono a seguir:
1 - Gastos de 32 bilhões de reais na compra de parlamentares a fim de não dar prosseguimento as investigações contra ele;
2 - Aprovação da reforma trabalhista;
3 - Venda do Pré-sal a preço de banana;
4 - Aumentos abusivos do gás de cozinha e de combustíveis;
5 - Fim da Farmácia Popular;
6 - Fim do programa Ciências Sem Fronteiras;
7 - Sucateamento da comunicação pública e censura;
8 - Criminalização de índios e indigenistas;
9 - Redução do Orçamento nas áreas sociais;
10 - Repressão às mobilizações sociais.

O detalhamento dessas ações criminosas, pode ser encontrado no presente Link: http://www.socialistamorena.com.br/as-10-piores-maldades-do-governo-golpista-contra-o-povo-em-2017-e-unica-bondade/.

2017, também foi marcado pelo crescimento no número de assassinatos no campo, que inclui lideranças rurais, indígenas e quilombolas, agravando ainda mais um quadro que já era assombroso em 2016, conforme pode ser visto no link a seguir:  http://www.pom.org.br/cpt-assassinatos-no-campo-aumentaram-em-305/.


Lembremos também da redução no percentual de aumento do salário mínimo, um absurdo que não se via nos últimos 24 anos. https://www.brasil247.com/pt/247/economia/334801/Reajuste-de-181-do-sal%C3%A1rio-m%C3%ADnimo-feito-por-Temer-%C3%A9-o-menor-em-24-anos.htm.

Para 2018, as previsões são ainda mais nefastas e inclui a Reforma da Previdência, a privatização da Eletrobrás, incluindo a Chesf e a intenção de emplacar uma emenda constitucional que venha a aprovar um semipresidencialismo, sem qualquer consulta popular.

Como se pode constatar, apenas viramos o calendário, o que nos impõe a necessidade de refletirmos amplamente sobre a realidade atual e suas consequências e de tomarmos posição frente a esses ataques aos direitos historicamente adquiridos, à custas de muitas lutas.

Links complementares, relacionados com o presente Artigo:

sábado, 23 de dezembro de 2017

A Verdadeira História do Natal



Durante os primeiros 3 séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como Igreja Romana (isto é, no século 4o). Somente no século 5o foi oficialmente ordenado que o Natal fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Jesus Cristo.


O nascimento de Jesus não ocorreu no dia 25 de dezembro, como podemos ver no próprio texto bíblico (Lucas 2:8) que relata que Quando Ele nasceu "... havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho." Isto jamais pôde acontecer na Judéia durante o mês de dezembro: os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e [ainda mais à noite] os abrigavam para protegê-los do inverno que se aproximava, tempo frio e de muitas chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos durante as frígidas noite, no campo. É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lucas 2:1).

Os apóstolos e a igreja primitiva jamais celebraram o natalício de Cristo. Nem nessa data nem em nenhuma outra. Não existe na Bíblia ordem nem instrução alguma para fazê-lo. Porém, existe, sim, a ordem de atentarmos bem e lembrarmos sempre a Sua MORTE (1Co 11:24-26; Joã 13:14-17).

As festividades tidas como pagãs de Saturnália e Brumália (que aconteciam no período coincidente com o 25 de dezembro) estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade denominada de pagã.


Recordemos que o mundo romano havia sido "pagão". Antes do século 4o os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos "pagãos". Porém, com a vinda do imperador Constantino (no século 4o) que se declarou cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos somaram a centenas de milhares.


Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes "pagãos", sendo o principal aquela festa tida como idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria [carnal] muito especial. Agradava ao povo! Não queriam suprimi-la."


Num artigo da "The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge" revela como Constantino e a influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de Deus com o sol) levaram aqueles pagãos do século 4o (que tinham [pseudamente] se "convertido em massa" ao [pseudo] "cristianismo") a adaptarem a sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando-lhe o título de dia do natal do Filho de Deus.
Assim foi como o Natal se introduziu em nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo, em espírito, a festa pagã de culto ao sol. Apenas mudou o nome. Podemos chamar de leão a uma lebre, mas por isto ela não deixará de ser lebre.


A Enciclopédia Britânica diz:


"A partir do ano 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada de Mitraica, o aniversário do invencível sol... os sírios e os armênios que eram adoradores do sol, apegando-se à data de 6 de janeiro, acusavam os romanos, sustentando que a festa de 25 de dezembro havia sido inventada pelos discípulos de Cerinto."


O Natal é uma das principais tradições do sistema corrupto chamado Babilônia, fundado por Nimrode, neto de Cam, filho de Noé. O nome Nimrode se deriva da palavra "marad", que significa "rebelar". Nimrode foi poderoso caçador CONTRA Deus (Gn 10:9). Para combater a ordem de espalhar-se:


- criou a instituição de ajuntamentos (cidades);
- construiu a torre de Babel (a Babilônia original) como um quádruplo desafio a Deus (ajuntamento, tocar aos céus, fama eterna, adoração aos astros);
- fundou Nínive e muitas outras cidades;
- organizou o primeiro reino deste mundo.


A Babilônia é um sistema organizado de impérios e governos humanos, de explorações econômicas, e de todos os matizes de idolatria e ocultismo.


Nos séculos 4º e 5º os "pagãos" do mundo romano se "converteram" em massa ao "cristianismo", levando consigo suas antigas crenças e costumes pagãos, dissimulando-os sob nome cristãos. Foi quando se popularizou também a idéia de "a Madona e Seu Filho", especialmente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema.


A verdadeira origem do Natal está na antiga Babilônia. Está envolvida na apostasia organizada que tem mantido o mundo no engano desde há muitos séculos! No Egito sempre se creu que o filho de Ísis (nome egípcio da "rainha do céu") nasceu em 25 de dezembro. Os "pagãos" em todo o mundo conhecido já celebravam esta data séculos antes do nascimento de Cristo.


Outros Costumes que se somaram à data do Natal


A GUIRLANDA (coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas) que enfeita as portas de tantos lares é de origem pagã. Dela disse Frederick J. Haskins em seu livro "Answer to Questions" (Respostas a Algumas Perguntas): "[A guirlanda] remonta aos costumes "pagãos" de adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do [atual] Natal. A árvore de Natal vem do Egito e sua origem é anterior à era Cristã."


Também as VELAS, símbolo tradicional do Natal, são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar ao deus sol, quando este se extinguia para dar lugar à noite.


Papai Noel é lenda baseada em Nicolau, bispo católico do século 5o. A Enciclopédia Britânica, 11ª edição, vol. 19, páginas 648-649, diz: "São Nicolau, o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro... conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre... deu origem ao costume de dar em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau..."
Com o passar do tempo a sociedade de consumo passou a enfatizar como símbolo do natal, apenas o Papai Noel, a árvore, a troca de presentes, o perú da ceia de natal, etc, deixando em segundo plano a simbologia do nascimento de Jesus Cristo.


Vemos às pessoas serem estimuladas a gastarem e a almejarem os presentes, a fazerem festas e mais festas, enquanto, que esquecem por completo que a amizade, a partilha e a solidariedade deveriam ser demonstradas de forma cotidiana e permanente e não apenas em uma data específica.


Os que precisam de ajuda pra se levantar na vida, necessitam de mãos amigas todos os dias e não apenas de receberem doações no período natalino.


A caridade é uma virtude, que não está resumida ao ato de dar esmolas, até porque quando damos esmolas, é exatamente o que não nos faz falta, em essência nos livramos do que não precisamos.


Um exemplo cristão, por assim dizer (voltando ao sentido religioso da data), deve ser algo a ser demonstrado a todo o momento.

Descobri ainda criança que Papai Noel não existia, que era mentira e, isso não me deixou infeliz, do contrário, cresci sabendo que se algo deve ser trabalhado como símbolo da data, é exatamente Aquele que foi capaz de dar sua vida para que os outros entendessem sua pregação e pudessem ter uma vida diferente, Jesus Cristo.


Seria muito importante que às pessoas em geral (sobretudo os que se dizem cristãos), aprendessem que não é a mentira do Papai Noel, nem a árvore ornamentada, nem o consumismo da roupa nova, nem a maquiagem, nem o cabelo chapado ou o sapato novo, que representam a felicidade.


Uma reflexão bem feita fará com que se veja que os valores que faltam à humanidade para se construir um mundo de paz, não estão representados nas coisas materiais e sim na fraternidade, na solidariedade, no amor, na capacidade de compartilhar e no respeito ao outro.


Final de ano é época de reflexão, de renovação, de avaliar os aspectos positivos e negativos da construção diária da vida e, de nos propormos a sermos pessoas melhores no ano que se inicia.


Feliz 2018!

sábado, 26 de agosto de 2017

Começar de Novo...


Hoje, 27 de agosto de 2017.

Cinco décadas se passaram desde o dia em que nascí, em Caruaru/PE, filho de Maria Afonso da Paixão e João Francisco da Paixão.

De lá pra cá, foram muitas histórias vividas e, que bom poder recordá-las.
Muitas lutas, várias vitórias e outras tantas derrotas. Quantos acertos e outros tantos erros, tantas estradas percorridas para encontrar o caminho.

O prazer dos amores, a euforia das paixões, as alegrias dos encontros, a felicidade das amizades construídas, a realização dos ideais, das idéias e dos filhos: Diego Andrade, Pablo Guevara e Victor Ernesto.

A resistência da Fé em Deus, na Vida e nas pessoas de boa vontade.

A dor e a angústia de muitas perdas, a solidão de várias noites, as marcas deixadas pelo tempo, cicatrizes que tatuam a alma.

Os riscos, de vida, as quedas e o levantar, as certezas e as dúvidas, os risos e os choros.

Componentes da história de uma vida, que são muitas, de alguém que insiste em acreditar que podemos e devemos lutar para que haja um mundo de solidariedade, de justiça e de paz, um mundo mais humano.

Como diz o poeta (assim como ontem), vivendo, sem ter a vergonha de ser feliz, cantando a beleza de ser um eterno aprendiz, pintando a arte do saber viver.

A cada instante, a cada minuto, a cada hora, a cada dia e a cada mês e ano, começando sempre de novo...

E dizendo pra si mesmo, em tom de certeza... COMEÇARIA TUDO OUTRA VEZ e, quantas vezes for preciso começarei...

Com a firme decisão de caminhar, semeando amor, transmitindo paz, construindo transformações!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mais uma vez as enchentes


Mais uma vez as enchentes provocam destruição para moradores do agreste e sobretudo da zona da mata sul de Pernambuco, assim como no Estado de Alagoas.

Fazem quase 7 anos que a região foi praticamente devastada pela maior de todas as enchentes, que causou mortes, perdas incalculáveis e mudou a geografia de várias cidades.

Fenômeno da natureza, longe de ser um "castigo divino" é o resultado da soma de vários fatores, tendo como motivação principal a falta de interesse dos governantes em lançar mão de ações que venham a solucionar esse problema e evitar a ameaça que paira (especialmente) sobre a população ribeirinha das cidades.

Vários situações concorrem para a ocorrência das enchentes e, aqui quero tratar de duas que considero fatores centrais.

Em primeiro lugar, destaco o assoreamento, que é um fenômeno que ocorre em rios que sofrem processos erosivos causados pelo homem ou pela natureza. Os principais causadores são as chuvas, o vento, as mudanças químicas, as alterações na disposição do solo e das rochas e o acúmulo de lixo e de grandes quantidades de entulho e detritos, que, na falta das matas ciliares acabam indo parar no fundo do rio.

Além disso, o assoreamento provoca a redução no volume de água de algumas partes do rio e o alagamento de outras. Compromete o fluxo das correntes e a navegabilidade do rio, altera a visibilidade e a entrada de luz, e, ainda, reduz a renovação do oxigênio da água, comprometendo a qualidade da mesma, colaborando para o desequilíbrio do ecossistema.
 
Em segundo lugar, vem a falta de qualquer ação de limpeza e manutenção, aliada a inexistência de medidas de contenção, tais como a construção de barragens ao longo do curso dos principais rios.
 
Os governos restringem suas "iniciativas" tão somente ao "socorro" das vítimas, quando já está configurada a enchente, quando já tem causado as perdas incontáveis e, principalmente quando vidas humanas já tem sido sacrificadas.
 
Outras pessoas são ainda prejudicadas por quedas e deslizamentos de barreiras, devido às construções em encostas e morros, nas periferias das cidades.

Longe de ser opção de moradia, as pessoas que vivem em áreas de risco localizadas nas periferias e às margens dos rios, são resultado do desequilíbrio e desigualdade social, aliado ao crescimento populacional desordenado em zonas urbanas, que as obrigam a construir suas residências em locais inapropriados.

As principais vítimas das enchentes, são os excluídos e marginalizados. Os esquecidos e abandonados por um sistema social desumano e covarde, que causa perdas materiais e principalmente extermina vidas.
 
 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

1º de Maio - Dia do Trabalhador - Dia de Luta


Nesse 1º de maio de 2017, quero prestar minha homenagem a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e do Mundo, por serem os verdadeiros(as) construtores(as) das riquezas de nossa sociedade.

Hoje é uma data especial, na qual não temos motivo para comemorações.

O mundo passa por momentos de grande instabilidade social e humana, com inúmeras pessoas sendo vítimas da fome, da miséria, da exploração, do preconceito, do racismo e das guerras econômicas e religiosas. Tudo isso, agravado por uma onda conservadora e excludente, que prioriza os poderosos e suas armas, na perspectiva de destruição dos menos favorecidos.

No Brasil, temos a ascensão de grupos conservadores, lacaios das classes dominantes (representados por vários seguimentos do judiciário, do executivo e do lesgislativo), alicerçados na corrupção, que patrocinaram um golpe que atinge diretamente a já frágil e cambaleante "democracia" e impõe aos trabalhadores e à população menos favorecida, perdas sociais e trabalhistas, assumindo um perfil repressor e segregador.

Por essa razão o 1º de Maio é Dia de Reflexão e de Lutas, de fortalecer a unidade dos vários seguimentos de trabalhadores, em defesa dos direitos e pelo fim do golpe.

Quero também nessa data, lembrar de todos(as) os(as) trabalhadores e lideranças de trabalhadores que foram presos, torturados e mortos aqui no Brasil e em outras partes do mundo, por haverem ousado lutar em defesa de toda a classe trabalhadora. A eles e elas, nossa fé e nossa crença de que somente a luta pode garantir as conquistas e, que seus exemplos jamais serão esquecidos e nos servem de estímulo para seguir em frente.

Viva o 1º de Maio!

Belchior


Nesse último domingo, faleceu aos 70 (setenta) anos Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, o BELCHIOR.

Cantor e Compositor, cearense da cidade de Sobral, tornou-se uma das mais importantes vozes da Música Popular Brasileira.

Em início da década de 70, sua voz já se tornava conhecida e suas composições já mexiam com as mentes e as emoções de uma geração em que pensar e falar era um risco, muitas vezes de vida.

E foi assim, nesse contexto de rebeldia e questionamentos que a música de Belchior entra na minha vida, por volta de 1985, quando tinha eu 18 anos de idade.

Várias de suas canções se fizeram presentes (e ainda fazem) em minha história, motivando à reflexão e a vivência dos ideais de transformação.

Parte o ser físico, más sua obra e sua contribuição musical e poética permanecerá viva para as gerações atuais e futuras.

domingo, 30 de abril de 2017

Somente a Luta pode derrotar o Golpe


A Greve Geral realizada na última sexta-feira dia 28 de abril, foi a demonstração clara e inequívoca, que somente a luta social pode derrotar o golpe perpetrado pelos setores conservadores do país, com o impeachment de uma Presidenta eleita democraticamente, Dilma Rousseff.

Se faz necessário realizar uma avaliação realista e concreta do significado e dos resultados alcançados pelo movimento que parou as grandes capitais e se estendeu por várias outras cidades do país, tendo mobilizado mais de 35 milhões de pessoas.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a Greve Geral atingiu resultados extremamente positivos, na defesa dos direitos dos trabalhadores, em especial contra o ataque conservador das elites, que se utilizam de um governo fantoche, corrupto e ilegítimo e de um congresso, cuja maioria de seus componentes são ladrões e corruptos, travestidos de "representantes do povo" e, que agora ousam acabar com as conquistas sociais alcançadas com muita luta ao longo da história dos trabalhadores no Brasil, atacando sob o falso argumento de "modernização" as leis trabalhistas e a previdência social.

Pude acompanhar detalhadamente o desenrolar das manifestações e a reação dos setores conservadores, representados pela grande mídia, que buscou a todo custo criminalizar o movimento, mostrando incessantemente os distúrbios ocorridos, atribuindo-os aos sindicalistas, colhendo depoimentos de pessoas contrárias ao movimento e, classificando como um ato de "vagabundos" e de pouca adesão.


Vi com muita alegria a participação dos movimentos sociais, sindicatos urbanos e rurais, movimentos de sem terra e sem teto, estudantes, gente com cara de nossa gente, gente com cara de povo, que começa a despertar e a enxergar que somente às lutas sociais podem barrar essas agressões promovidas pelos corruptos do poder, contra nossa classe trabalhadora e contra a população mais carente e marginalizada.

Mesmo a mídia vendida e os corruptos de plantão, afirmando que não teve sucesso, eles sabem que o movimento foi vitorioso sim, que os objetivos iniciais foram alcançados.

A paralisação dos transportes, a adesão dos trabalhadores em vários setores produtivos e, a participação de vários seguimentos sociais, mostraram que o Brasil viveu uma das maiores manifestações já realizadas e uma das principais Greves Gerais da nossa história.

 
Em segundo lugar, quero destacar o excesso praticado por vários policiais em São Paulo, no Rio de Janeiro, Brasília e em Goiânia, como mostra a foto acima da agressão sofrida pelo estudante Mateus Ferreira da Silva, o qual ainda se encontra numa UTI hospitalar, devido à violência que lhe causou traumatismo cranioencefálico.

Essa e muitas outras agressões, demonstram um verdadeiro abuso da força policial, com requintes de crueldade e com expressões de prazer em agredir, que demonstram a herança repressora construida na época da Ditadura Militar.

A polícia deveria estar presente para evitar distúrbios ou depredações praticadas por pessoas que se infiltram nas mobilizações com a finalidade de distorcer os verdadeiros propósitos do movimento e, não para agredir pessoas que se manifestam de forma pacífica.


Por fim, a Greve Geral deixa o exemplo de que se faz necessário intensificar e aprofundar as lutas, exercer a pressão social para barrar a continuação do golpe e a perda dos direitos trabalhistas e sociais.

Acima de tudo, as lutas devem resultar no fim do golpe e na convocação de Eleições Diretas Já, mostrando que os golpistas que usurparam o governo, não tem condições de resolverem as contradições sociais e a profunda crise em que nos encontramos mergulhados.

GREVE GERAL SIM!
CONTRA AS REFORMAS QUE TIRAM DIREITOS CONQUISTADOS!
PELO FIM DO GOLPE!
POR ELEIÇÕES DIRETAS JÁ!

 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

O Verdadeiro sentido da Páscoa


Desde minha infância, me acompanha algumas reflexões sobre o verdadeiro sentido da Páscoa.

Nunca fui influenciado pela propaganda consumista dos ovos de chocolates, até porque para o pobre, não é possível se dar ao luxo de comprar chocolate quando existem outras necessidades alimentares mais urgentes.

Fui crescendo e algumas perguntas me levaram a refletir e especialmente essa:

Se a Páscoa é a celebração da história de Jesus Cristo, que veio a esse mundo dar um testemunho de vida, que transmitiu uma mensagem de paz e de amor, que deu sua vida para provar ser verdade aquilo que vivia e que pregava, PORQUE TANTAS PESSOAS (A MAIORIA QUE SE DIZ CRISTÃOS) DÃO MAIS IMPORTÂNCIA AO COELHINHO E AOS OVOS DE CHOCOLATE?

Por outro lado, vemos alguns "costumes" que sinceramente, não se justificam.

Uns passam a maior parte do tempo de sua vida, falando mal dos outros, disseminando o ódio, a intriga e o mal e, na Páscoa resolve tudo distribuindo ovos de chocolates entre os amigos(as) e parentes, vai à missa e tá tudo bem. Esqueceram que suas atitudes foram e são repudiadas pelo exemplo do próprio Jesus Cristo.

Outros, promovem almoços de Páscoa imensamente fartos, comem bastante, vão à missa e, acham que é um exemplo de cristão. Só esquecem que Jesus Cristo viveu e pregou a partilha, o dividir com os que mais precisam.

Existem aqueles que para justificar sua dependência em relação ao álcool, trocam a "caninha", a cerveja, o uísque e outras bebidas mais fortes pelo vinho e, enchem a cara de vinho. Acham que estão respeitando alguma coisa? Não, continuam dependendo do álcool. O vinho acompanhou a ceia que Jesus fez com os apóstolos como bebida saudável na hora da refeição e como simbolização da celebração que Ele fez naquele momento decisivo com os seus apóstolos. 

Se alguém quer vivenciar o verdadeiro sentido da Páscoa, reflita sobre a vida, o exemplo, a dedicação, o compromisso e a entrega de Jesus Cristo, daí é só seguir o exemplo deixado por Ele.

Teríamos, certamente, um mundo bem melhor!

sexta-feira, 24 de março de 2017

Estudantes reivindicam melhorias em Escola Estadual de Floresta/PE

Estudantes reivindicam melhorias na EDAF

Nesta sexta-feira dia 24 de março de 2017, estudantes do Ensino Médio da EDAF-Escola Estadual Deputado Afonso Ferraz, do município de Floresta/PE, aproveitaram a visita do Governador do Estado (por ocasião da inauguração da quadra poliesportiva da unidade escolar) e, apresentaram uma pauta de reivindicações.

Entre as reivindicações dos estudantes do Curso Normal Médio, se destacam:
- salas climatizadas;
- materiais didáticos específicos para o curso;
- refeições de qualidade;
- talheres adequados.

Os estudantes buscaram chamar a atenção do Governador, no momento em que o mesmo estava fazendo seu discurso, no entanto, não lograram sucesso. Ao término do evento os estudantes começaram a gritar no intuito de serem notados(as), quando obtiveram a atenção de representantes da comitiva governamental.

Estudantes da EDAF entregando pauta de reivindicações a representantes do Governo
Ainda na saída da comitiva, os estudantes tentaram mais uma vez (sem sucesso) chamar a atenção do Governador.

Esse momento motiva algumas reflexões que considero importante destacar:

Em primeiro lugar, quero parabenizar a iniciativa dos(as) estudantes do Normal Médio da EDAF, de buscarem reivindicar melhorias nas condições de ensino, pois a realidade atual das escolas (em sua maioria) não possibilitam o aprendizado adequado.

Em segundo, é lamentável a falta de habilidade política do Governador, quando se nega a dar atenção aos estudantes. Não custaria nada dar uma pausa em sua fala e garantir que ao término do evento escutaria as reivindicações.

Em terceiro, de nada adianta construir espaços físicos em unidades escolares, virando as costas para os que são os mais importantes, os(as) alunos, as pessoas.

A escola não é unicamente o espaço físico, é sobretudo o ser humano que nela está, estudantes, professores, gestores, trabalhadores em geral.

De nada adianta uma "educação de estatísticas" em detrimento de uma educação para a vida, que estimule a capacidade de aprendizado e contribua para uma formação cidadã.

quarta-feira, 8 de março de 2017

8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER



A todo instante devemos nos sentir convocados a refletir sobre a Mulher.
A Mulher que na sociedade em que vivemos ainda sofre imensamente com as discriminações e as explorações em casa, no trabalho e até mesmo nos grupos que compõem a chamada sociedade organizada.

Vista na maioria das vezes como símbolo ou objeto sexual, sendo vítima do extremo machismo que desrespeita e agride, ou ainda da selvageria dos que violam, estupram e matam.

Ela ainda é vista por alguns como frágil, muitas vezes desprezada, esquecida e marginalizada por uma estrutura social injusta e desumana.
No passar dos séculos e principalmente das décadas mais recentes, as mulheres têm buscado, e conquistado espaços significativos na sociedade, ocupando funções e desenvolvendo atividades antes reservadas apenas aos homens.

No entanto, tudo isto ainda é insuficiente, pois, não se trata de (na visão machista) “dar espaço às mulheres”, como se fosse uma concessão dos homens ou da sociedade, e não como um direito legítimo enquanto ser humano, conquistado através de muitas lutas.

Para que haja na verdade o respeito aos direitos da mulher enquanto pessoa e ser humano que é, teremos que ir muito além dos limites atuais, romper com as amarras do conservadorismo e da discriminação, criados desde os primeiros séculos, destruir as injustiças existentes nesta sociedade, vencer nossos preconceitos enraizados na nossa formação e impregnados em nossa cultura.

A plenitude desta conquista virá  com o surgimento de uma sociedade, baseada na justiça, na igualdade, na  solidariedade e na democracia; onde o homem não veja na mulher  apenas o objeto de satisfação dos seus “desejos”, que seja capaz de conviver com a mulher como uma companheira e não como escrava ou empregada; um novo homem capaz de amar, capaz de expressar os gestos mais puros e sinceros; quando a mulher decidir que não deve ser usada, que não deve ser peça descartável, que não deve se vender ou submeter-se, que deve lutar e exigir o reconhecimento de seus valores; quando homem e mulher compreenderem que todos devem ser iguais em direitos e deveres, e que um não é superior ao outro.

Somente assim, com uma mudança total, viveremos o nascimento de uma Nova Mulher, verdadeiramente Livre, Independente e Feliz.

Uma saudação especial a todas as mulheres, mães, esposas, amantes, companheiras, guerreiras, guerrilheiras, a estas Marias/Mulheres que são “um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta... uma mulher que merece viver e amar como todas as pessoas do planeta”.

Até a vitória sempre!!

Mulher!!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Fevereiro - Um mês especial

 
Victor Ernesto - meu terceiro filho
Fevereiro é para mim um mês inesquecível, daqueles que por diversas razões não me saem da memória.

Minhas recordações seguem uma ordem cronológica na seguinte forma: 

O dia 2, lembra o nascimento do meu terceiro filho, Victor Ernesto Silva da Paixão, nascido em 2 de fevereiro de 2001, hoje com 16 anos.
Ele (assim como meus outros dois filhos) é uma luz em minha vida e uma forte razão para seguir em frente na minha luta diária.

Maria Afonso da Paixão - Minha Mãe
O dia 5, lembra do aniversário de nascimento de minha mãe, Maria Afonso da Paixão, nascida em 5 de fevereiro de 1932 e falecida em 9 de junho de 2005, com 73 anos de idade.
O que antes era a recordação do aniversário dela, nos últimos 12 anos tem sido a dor e a tristeza de sua ausência.

João Francisco da Paixão - Meu Pai
O dia 17, marca o falecimento de meu pai, João Francisco da Paixão, ocorrido no dia 17 de fevereiro de 1981, aos 58 anos de idade.
São 36 anos, sem sua presença, cuja ausência me faz imensa falta.

Diego Andrade da Paixão - meu primeiro filho
O dia 27, marca o nascimento de meu primeiro filho, Diego Andrade da Paixão, ocorrido em 27 de fevereiro de 1989, hoje com 28 anos completos.
Meu primogênito, minha primeira alegria em ver o nascimento de um filho. Luz pra minha vida, razão (a exemplo dos outros dois filhos) para seguir em frente.

Fevereiro é também um mês decisivo em minha vida.
Por vários anos tem sido nos meses de fevereiro que surgem novos desafios, novas oportunidades, luta contra adversidades e, realizações várias.

E assim, entre vitórias e derrotas, perdas e ganhos, chegadas e despedidas, que fevereiro é um mês muito especial pra mim.

 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CONSCIENTIZAÇÃO


A Conscientização é o ato de se tornar consciente. Esclarecido sobre algo que é necessário para nosso aprendizado, tomar consciência nos prepara e evita hábitos inadequados.

Conscientização é o ato de estar ciente, isto é, ter conhecimento sobre algo e a partir daí, passar a refletir, julgando o que está certo ou errado em suas atitudes de tal forma que seu objetivo passe a ser a transformação de si mesmo e depois da sociedade como um todo. Não basta saber, conhecer. É necessário agir, a fim de que a conscientização se torne efetiva e eficaz, perante a sociedade, de tal forma que os assuntos pertinentes sejam, senão resolvidos, pelo menos amenizados. A conscientização exige luta.

Paulo Freire: Diz que o processo de conscientização é o processo de confrontação do indivíduo com a realidade, na tentativa de compreendê-la. Superar as visões ingênuas sobre a realidade, ficar diante dela, disposto a transformá-la. Essa transformação nunca é um ato individual, sempre será coletivo, um ato político, conjunto e público. Os processos de conscientização são processos de superação da consciência ingênua. De nada adianta dizer que tem consciência da realidade, que conhece o funcionamento do mundo que o rodeia se não agir, fortemente, para transformá-lo em algo melhor.

O homem é um ser inacabado, que se educa e se transforma. É um ser na busca constante por ser mais. Aqui está a razão fundamental da educação.