PONTO DE PARTIDA

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

1º de Maio - Dia do Trabalhador - Dia de Luta


Nesse 1º de maio de 2017, quero prestar minha homenagem a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e do Mundo, por serem os verdadeiros(as) construtores(as) das riquezas de nossa sociedade.

Hoje é uma data especial, na qual não temos motivo para comemorações.

O mundo passa por momentos de grande instabilidade social e humana, com inúmeras pessoas sendo vítimas da fome, da miséria, da exploração, do preconceito, do racismo e das guerras econômicas e religiosas. Tudo isso, agravado por uma onda conservadora e excludente, que prioriza os poderosos e suas armas, na perspectiva de destruição dos menos favorecidos.

No Brasil, temos a ascensão de grupos conservadores, lacaios das classes dominantes (representados por vários seguimentos do judiciário, do executivo e do lesgislativo), alicerçados na corrupção, que patrocinaram um golpe que atinge diretamente a já frágil e cambaleante "democracia" e impõe aos trabalhadores e à população menos favorecida, perdas sociais e trabalhistas, assumindo um perfil repressor e segregador.

Por essa razão o 1º de Maio é Dia de Reflexão e de Lutas, de fortalecer a unidade dos vários seguimentos de trabalhadores, em defesa dos direitos e pelo fim do golpe.

Quero também nessa data, lembrar de todos(as) os(as) trabalhadores e lideranças de trabalhadores que foram presos, torturados e mortos aqui no Brasil e em outras partes do mundo, por haverem ousado lutar em defesa de toda a classe trabalhadora. A eles e elas, nossa fé e nossa crença de que somente a luta pode garantir as conquistas e, que seus exemplos jamais serão esquecidos e nos servem de estímulo para seguir em frente.

Viva o 1º de Maio!

Belchior


Nesse último domingo, faleceu aos 70 (setenta) anos Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, o BELCHIOR.

Cantor e Compositor, cearense da cidade de Sobral, tornou-se uma das mais importantes vozes da Música Popular Brasileira.

Em início da década de 70, sua voz já se tornava conhecida e suas composições já mexiam com as mentes e as emoções de uma geração em que pensar e falar era um risco, muitas vezes de vida.

E foi assim, nesse contexto de rebeldia e questionamentos que a música de Belchior entra na minha vida, por volta de 1985, quando tinha eu 18 anos de idade.

Várias de suas canções se fizeram presentes (e ainda fazem) em minha história, motivando à reflexão e a vivência dos ideais de transformação.

Parte o ser físico, más sua obra e sua contribuição musical e poética permanecerá viva para as gerações atuais e futuras.