MENSAGEM DE ANO NOVO

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mais uma vez as enchentes


Mais uma vez as enchentes provocam destruição para moradores do agreste e sobretudo da zona da mata sul de Pernambuco, assim como no Estado de Alagoas.

Fazem quase 7 anos que a região foi praticamente devastada pela maior de todas as enchentes, que causou mortes, perdas incalculáveis e mudou a geografia de várias cidades.

Fenômeno da natureza, longe de ser um "castigo divino" é o resultado da soma de vários fatores, tendo como motivação principal a falta de interesse dos governantes em lançar mão de ações que venham a solucionar esse problema e evitar a ameaça que paira (especialmente) sobre a população ribeirinha das cidades.

Vários situações concorrem para a ocorrência das enchentes e, aqui quero tratar de duas que considero fatores centrais.

Em primeiro lugar, destaco o assoreamento, que é um fenômeno que ocorre em rios que sofrem processos erosivos causados pelo homem ou pela natureza. Os principais causadores são as chuvas, o vento, as mudanças químicas, as alterações na disposição do solo e das rochas e o acúmulo de lixo e de grandes quantidades de entulho e detritos, que, na falta das matas ciliares acabam indo parar no fundo do rio.

Além disso, o assoreamento provoca a redução no volume de água de algumas partes do rio e o alagamento de outras. Compromete o fluxo das correntes e a navegabilidade do rio, altera a visibilidade e a entrada de luz, e, ainda, reduz a renovação do oxigênio da água, comprometendo a qualidade da mesma, colaborando para o desequilíbrio do ecossistema.
 
Em segundo lugar, vem a falta de qualquer ação de limpeza e manutenção, aliada a inexistência de medidas de contenção, tais como a construção de barragens ao longo do curso dos principais rios.
 
Os governos restringem suas "iniciativas" tão somente ao "socorro" das vítimas, quando já está configurada a enchente, quando já tem causado as perdas incontáveis e, principalmente quando vidas humanas já tem sido sacrificadas.
 
Outras pessoas são ainda prejudicadas por quedas e deslizamentos de barreiras, devido às construções em encostas e morros, nas periferias das cidades.

Longe de ser opção de moradia, as pessoas que vivem em áreas de risco localizadas nas periferias e às margens dos rios, são resultado do desequilíbrio e desigualdade social, aliado ao crescimento populacional desordenado em zonas urbanas, que as obrigam a construir suas residências em locais inapropriados.

As principais vítimas das enchentes, são os excluídos e marginalizados. Os esquecidos e abandonados por um sistema social desumano e covarde, que causa perdas materiais e principalmente extermina vidas.
 
 

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