PONTO DE PARTIDA

PONTO DE PARTIDA

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Axé e Resistência


DIA 27 DE NOVEMBRO DE 2018
EM CUSTÓDIA - PE

A cada dia que passa, mais me identifico com nossas raízes culturais e humanas.
Em muitos dias (de jornadas extensas) de pouco descanso, de atividades intensas, vem o esgotamento físico, o corpo dá sinais...

Más, na hora que sinto o Axé dos tambores, as energias se renovam e vou buscar a força que vem dos ancestrais para me sentir vivo...

É a vontade e o desejo de resistir, de coordenar um trabalho que já é (de muito tempo) a razão de existir...

Quando olho no rosto de cada um(a) de nossos componentes, da alegria que conseguimos levar ao público, de todo significado do Maracatu, tenho a certeza absoluta que vale à pena...

Vale à pena existir!
Vale à pena insistir!
Vale à pena RESISTIR!

terça-feira, 20 de novembro de 2018

20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra




Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra

A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695. 

O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras. 

Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares. 

Alguns anos após a sua fundação, o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente ao padre Antônio Melo. 

O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo. 

Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares. 

Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Passou a se destacar entre seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje. 

Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco. 

Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição. 

“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade. 

A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. 

A implementação dessa lei, deve contribuir para o resgate das contribuição dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país. 

Então, celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória a figura histórica de Zumbi. Não somente a imagem do líder, como também sua importância na luta pela libertação dos escravos. 

Uma luta que se faz presente e cada vez mais necessária.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Uma "Eleição" marcada pela fraude


Historicamente no Brasil, as eleições sempre foram marcadas por trapaças, roubalheira e fraudes.

Desde a época dos coronéis e das oligarquias familiares, que dominavam a política nas várias regiões do país, o recursos das fraudes, compra de votos e roubos, costumeiramente foram utilizados em seu favor nas disputas com seus adversários.

Nos tempos mais próximos as fraudes eleitorais foram fundamentadas especialmente na compra de votos, nos esquemas de caixa 2 de campanha (onde entra em ação vários grupos econômicos) e da publicação massiva de notícias falsas, mentiras, calúnias e difamações. As atualmente chamadas de Fake News.

Particularmente das campanhas de 1989 para cá, esse recurso foi se tornando cada vez mais intenso.

Concretamente às eleições que foram encerradas no último dia 28, foi a mais fraudulenta de todas e, talvez uma das mais fraudulentas do mundo.

Para uma melhor compreensão, se faz necessário lembrar que essas eleições fizeram parte da estratégia dos setores da direita, que deram o golpe de 2016, que afastou a Presidenta legítima Dilma Roussef, sem nenhum crime de responsabilidade, colocando em seu lugar o Michel Temer para cumprir uma agenda de retirada dos direitos, ruptura com a democracia e a entrega das nossas riquezas aos estrangeiros, ou seja, um conjunto de ações fraudulentas, inclusive de desrespeito às eleições realizadas em 2014.

Dando continuidade a fraude principal, seguiram com o processo armado contra o LULA, o aprisionaram e o impediram de concorrer às eleições, passando por cima da Constituição, dos direitos eleitorais e até mesmo das recomendações da ONU.

Se faz necessário lembrar, que as próprias pesquisas apontavam que não havia candidato capaz de derrotar o LULA, que tinha chances concretas de vencer às eleições já no primeiro turno.

Considerando esse aspecto, a realização da eleição em si, já se constituiu numa grande fraude.

Precisamos também lembrar do fato em que mais uma vez os grandes monopólios da mídia (grande imprensa) jogaram a favor da candidatura conservadora, representada em Bolsonaro, ora omitindo fatos concretos, ora dando cobertura as aberrações e mentiras proferidas e, por outras (como no caso explicito da Record) de promover campanha aberta em favor do candidato fascista.

No decorrer do processo eleitoral, foram constatadas a emissão de inúmeras mensagens falsas via redes sociais e sobretudo através do WhatSapp, criando um clima de medo, distorcendo fatos e propagando mentiras, que influenciaram decisivamente no voto de milhões de pessoas.

Como se isso não bastasse, foi descoberto (a partir de reportagem e de vídeos que vieram a público com a participação do próprio Bolsonaro) um grande esquema de Caixa 2, financiado por grandes empresários onde cada um entrava com valor em torno dos 12 milhões de reais, o que constitui outro crime eleitoral, passivo inclusive, da impugnação da candidatura.

Vale à pena ainda ressaltar, a utilização da manipulação religiosa, incluindo as pregações partidárias dentro das igrejas evangélicas e em outros casos católicas que defenderam abertamente a candidatura fascista (o que é proibido pela lei eleitoral), sendo advertido apenas o bispo que falava pra não votar em candidatos antidemocráticos, racistas e preconceituosos, que pregam o ódio e a violência.

Como conclusão de mais essa etapa do golpe, constatou-se o partidarismo de parte do judiciário e a conivência de outros setores sociais, que assumiram posturas favoráveis a Bolsonaro, em campanha aberta ou disfarçada.

Assim sendo, o resultado dessas eleições retratam um conjunto de fraudes, as quais somadas (se vivessemos em um processo democrático e de respeito às leis) teria sido anulada.

sábado, 27 de outubro de 2018

MEU VOTO


Meu voto nesse dia 28 de outubro de 2018, terá um significado todo especial.

Quando eu estiver diante da urna, digitando o 13, estarei fazendo um ato que justifica toda a minha trajetória de vida.

Vou estar votando contra o Fascismo que hoje se apresenta no Brasil, travestido de racismo, preconceito, machismo, homofobia e xenofobia, representado na candidatura do "coisa ruim". Vou estar votando contra todos aqueles que defendem a ditadura, a tortura e o assassinato de opositores políticos. Vou estar votando contra o ódio e a violência

Por outro lado (e esse tem maior significado), estarei votando em homenagem a todos(as) que deram suas vidas, na luta contra a opressão e a escravidão, dos povos indígenas e afrobrasileiros.

Estarei votando em homenagem a todos(as) que tombaram na luta contra as ditaduras (em especial a instalada com o golpe militar de 1964).

Estarei votando pela democracia, pela liberdade, pelo respeito às diferenças, pelo direito à diversidade. Estarei votando pela PAZ.

Meu voto é um voto de Fé, de Luta e de Esperança!
Meu voto é de Resistência!
Meu voto é por nossa gente e por nossos ancestrais!
Meu voto é por nossas crianças e jovens, é por cada negro e índio, é pelo trabalhador!
Meu voto é por cada mulher, explorada e violentada pelo machismo e pela covardia e em apoio à luta de todas as mulheres!
Meu voto é por respeito a todos(as) LGBT's e pelo direito de amarem livremente e de serem felizes!
Meu voto é em defesa dos explorados, oprimidos e marginalizados!

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Em nome de Deus


Na história da humanidade, inúmeras guerras, conflitos e ações violentas, foram registradas, tendo como justificativa de estarem "seguindo a vontade de Deus".

Dos tempos mais antigos, passando pela idade média aos dias de hoje, vemos (mundo afora) explodirem conflitos que tem levado à morte milhões de seres humanos, sob a alegação de fundamentalistas que adicionaram aos conflitos etnicos e territoriais, o componente religioso.

Os crimes praticados em "nome de Deus", partem de elaborações conceituais distorcidas, sem nenhuma relação com a profundidade espiritual e a essência da relação humana com o criador. O nome de Deus é usado para "dar validade" a prática daqueles(as) que buscam estabelecer o domínio e a submissão dos outros aos seus interesses. 

Assim, na história, o extermínio de povos, a escravidão, o racismo, o preconceito, a tortura, o assassinato e uma série de outros crimes, encontraram na "justificativa" religiosa, sua razão de existir.

Nos tempos atuais e especialmente em nosso país (propagado como um país de maioria cristã), temos vivido uma "onda" de intolerância e expressões de racismo e preconceito, que apresenta seus desdobramentos em formas violentas, seguidas de ameaças, agressões e assassinatos.

Das redes sociais à convivência do dia-a-dia, já são incontáveis casos, que tomaram sua proporção maior nesse período eleitoral.

No centro da "onda" que já podemos caracterizar como fascista, está o candidato Bolsonaro, cujo discurso de ódio, racismo, intolerância, machismo e xenofobia, além de incitação à violência e da defesa de tortura e assassinato de opositores, reúne como seus apoiadores, pessoas que se declaram "cristãs" e que em oposição aos princípios do cristianismo, se pronunciam em torno do lema "DEUS ACIMA DE TODOS", num tom ditatorial, totalitário e opressor, se colocando em posição de exclusão ou extermínio das chamadas minorias sociais e da negação dos direitos humanos.


São pessoas (católicas e protestantes/evangélicas) que assimilam as pregações deturpadas de falsos líderes, que pregam a exclusão de pessoas, que se assumem como "diferentes e abençoados", a partir de um fundamentalismo alienado, de uma "teologia da prosperidade" que os impulsiona para a aquisição de riquezas e benefícios materiais, constituindo-se em classe privilegiada.

Em sua maioria, esses falsos cristãos já são racistas, preconceituosos, discriminatórios e defensores da violência, que utilizam o nome de Deus, como cortina para encobrir seus próprios males e suas incoerências e, que agora encontram na "onda fascista" a oportunidade de extravasar seus "anseios" e seus "desejos". 

Já outros que somam e que se identificam também como "cristãos", tem uma "fé" baseada no medo e, por não possuírem conhecimento, nem profundidade nos estudos do cristianismo, tornam-se massa de manobra de outros e suscetíveis a acreditar na propaganda e nas notícias falsas propagadas pelos manipuladores.


Por outro lado, apesar desse grande contingente de falsos cristãos, vemos de forma esperançosa, a resistência de muitos(as) leigos, padres, bispos, pastores, religiosos, entre outros(as), que são historicamente comprometidos(as) com as causas sociais e populares, que atuam de acordo com a essência do cristianismo, que é a defesa e a valorização da vida em todos os seus aspectos, além de somarem esforços na construção de uma sociedade sem exclusão, com respeito aos direitos humanos em democracia e em paz.

São esses(as) cristãos que sim, EM NOME DE DEUS, defendem os pobres, os oprimidos e os marginalizados, que aliam FÉ e VIDA, para mostrar que é necessário mais do que nunca buscar a construção de um mundo melhor.

Que nesse momento decisivo da história de nosso país, saibamos escolher o lado certo e a todos(as) que se pronunciam cristãos, lembrem: NÃO É CRISTÃO QUEM DEFENDE A TORTURA, O CRIME, O RACISMO, O PRECONCEITO E O ÓDIO.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Instituto Raízes em Defesa da Democracia e da Paz


O Instituto Cultural Raízes vem tornar público seu posicionamento em relação ao momento político que estamos vivendo em nosso país.

Somos uma instituição não-governamental que atua de forma autônoma e independente, sem vinculação partidária e em defesa da democracia.

O momento de crise que o Brasil está mergulhado, a partir do golpe dado em 2016, com o afastamento da Presidenta Dilma Roussef, continuado pela retirada de direitos sociais e trabalhistas, de aprofundamento da crise econômica, de politização do judiciário e da judicialização da política, de entrega de nossas riquezas aos estrangeiros, aliado a uma crescente militarização do governo e da conivência e financiamento da grande mídia e dos setores mais ricos do país, que possibilitaram o surgimento de uma onda de racismo, preconceito, machismo, xenofobia e intolerância, que se desdobram em agressões, ameaças e mortes de lideranças sociais e culturais, compondo o que se caracteriza historicamente (com muita propriedade) de FASCISMO.

Toda essa "onda" tem sua principal liderança personificada na figura do candidato Jair Bolsonaro, uma figura deplorável e repugnante, cuja pregação de ódio, intolerância e violência está levando seus seguidores a saírem às ruas para agredir, provocar e assassinar pessoas que se expressam de forma diferente da deles.

Além disso, suas posições por vezes declarada e repetidas, apontam para um aprofundamento da crise econômica e social, de ruptura com o que nos resta de democracia e instalação de uma era de perseguição e extermínio de seguimentos e movimentos sociais que lutam por direitos, além de subserviência total as interesses estrangeiros (em especial os Estados Unidos), inaugurando uma nova época de neocolonialismo, fazendo do Brasil ficar de joelhos perante o capital internacional e de instalação do terrorismo de estado, à exemplo do ocorreu no período da ditadura militar.

Por essas razões acima expostas e coerentes com nossa trajetória de defesa da liberdade, da democracia e da paz, bem como dos valores humanos e das tradições culturais populares afrobrasileiras e indígenas, não poderíamos e nem vamos ficar calados e inertes diante de tão grave situação.

Anunciamos nosso TOTAL E IRRESTRITO APOIO AO CANDIDATO A PRESIDENTE FERNANDO HADDAD do Partido dos Trabalhadores, pelo mesmo representar todas as conquistas alcançadas nos governos do Presidente LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA e da Presidenta DILMA ROUSSEF e por representar o processo de lutas históricas dos movimentos sociais e culturais no Brasil.

CONCLAMAMOS a todas as organizações sociais, comunitárias e culturais a assumirem o compromisso da luta em defesa da retomada da democracia, da paz e do respeito às diferenças e diversidades.

NOSSA LUTA É CONTRA TODO TIPO DE RACISMO, INTOLERÂNCIA, PRECONCEITO E VIOLÊNCIA.
NOSSA LUTA É CONTRA O FASCISMO!

HADDAD - 13
PARA QUE O BRASIL RETOME O CAMINHO DO DESENVOLVIMENTO, DA DEMOCRACIA E DA PAZ!

TRISTEZA E INDIGNAÇÃO


Nós que fazemos o Instituto Cultural Raízes, vimos de público mostrar nossa tristeza e indignação, diante do assassinato do Mestre Romualdo Rosário da Costa - MOA DO KATENDÊ, crime esse ocorrido por motivação política.

O Mestre Moa do Katendê é mais um irmão negro assassinado injustamente nesse país. A exemplo do que aconteceu com Marielle e com várias outras lideranças quilombolas e indígenas, esse foi um crime de ódio e de intolerância, características dessa onda fascista que cresce a cada dia, que tem dividido o nosso país, colocando em evidência uma gente que se julga "dona da razão", que se acha "melhor que os outros", que não consegue dialogar e que prega a violência como "solução" para as diferenças e os conflitos.

Temos visto os inúmeros casos de intimidação, ameaças, perseguições, agressões, ataques físicos e armados e, por fim, os casos extremos de assassinatos.

Essa onda fascista tem seus alvos que são os negros, índios, pobres, marginalizados, mulheres, LGBT'S. É direcionado também as religiões de matriz africana e se completa  contra as posições políticas progressistas e de esquerdas.

Esse sangue derramado, mancha as mãos daqueles que vem promovendo o ódio e a insensatez. É mais uma vida ceifada, que vai pra conta dos cachorros loucos fascistas. Más também vai pra conta dos grandes meios de comunicação que tem sido propagadores e cúmplices da campanha do ódio e da intolerância. Está na conta de todos os políticos e demais seguimentos que deram evidência a essa horda de fascistas que estão a cada dia mostrando toda sua agressividade. Está na conta desse animal chamado Bolsonaro e daqueles que fanaticamente o apoiam e concordam com seus pensamentos e práticas.

Precisamos estar conscientes dessa realidade e não devemos nos omitir. O que nos resta é lutar, conscientizar, mostrar os riscos de toda essa onda absurdamente alienante e perigosa, além de resistir.

Resistir por toda nossa história!
Resistir pela memória dos nossos ancestrais!
Resistir em honra a todos que foram covarde e brutalmente assassinados!
Resistir por Liberdade e Democracia!
Resistir por respeito, dignidade e pela Paz!

O POVO NEGRO ESTÁ DE LUTO MAIS UMA VEZ.
A CAPOEIRA ESTÁ DE LUTO.
A CULTURA AFROBRASILEIRA ESTÁ DE LUTO!


Mestre de Capoeira é assassinado por apoiador de Bolsonaro



Mestre de capoeira é assassinado com 12 facadas pelas costas na Bahia após admitir ter votado "contra a intolerância". Vítima também era compositor, artesão, educador e ativista pela paz e contra o racismo. Assassino é fã de Jair Bolsonaro.

O Mestre de Capoeira Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, foi assassinado com 12 facadas em Salvador (BA), neste domingo de eleição (7).

O registro policial afirma que Romualdo foi morto em um bar na Avenida Vasco da Gama após declarar que votou em Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o assassino tinha chegado ao bar gritando o nome do candidato do PSL.

A perícia identificou que as 12 facadas proferidas pelo criminoso atingiram a região das costas de Katendê. Um amigo do mestre de capoeira, que tentou defendê-lo do ataque a faca, também ficou ferido.

Testemunhas afirmam que Romualdo estava na mesa com um amigo, quando um homem chegou no local, exaltado, gritando o nome de Jair Bolsonaro.

O Mestre de Capoeira se pronunciou e confessou ter votado no candidato do PT à Presidência, “contra a intolerância”.

Uma discussão foi iniciada e o autor do crime foi à sua casa pegar a faca com a qual atacou a vítima por trás.

A polícia conseguiu prender o assassino, que já estava se planejando para fugir. “Os policiais avistaram um rastro de sangue que levava até uma casa e prenderam em flagrante o homicida escondido no banheiro. Ele já estava com uma mochila com roupas no intuito de fugir”, informou uma nota da PM baiana.

Ativista contra a intolerância

Mestre Moa do Katendê era um conhecido ativista contra a intolerância religiosa. “Nós, de matriz africana, respeitamos todos. E o que queremos? Em troca, respeito e consideração. Agora, invadir terreiros, procurar difamar uma tradição milenar é um ignorância muito grande. Aqui é um desabafo, e isso no país todo está fortalecendo”, afirmou em vídeo divulgado em sua página recentemente.

Mestre Moa do Katendê não era somente um artista negro entre tantos da Bahia. Ele era referência na defesa das tradições africanas e percorria o mundo divulgando a arte.

Compositor, dançarino, capoeirista, percussionista, artesão e educador, dizia que a cultura poderia promover a paz.

Há 40, havia fundado o “Badauê”, várias vezes campeão do carnaval baiano nos anos 80, na categoria de afoxés. “Esse afoxé foi responsável pela reafricanização do carnaval baiano”, diz o amigo e produtor cultural em São Paulo do mestre, Leandro Sequelle.

Em 1995, criou o afoxé “Amigos de Katendê”, com o qual viajava pelo mundo. Nesta segunda-feira (8), tinha viagem marcada para São Paulo, a trabalho. 

Primo de Moa, Germinio do Amor Divino Pereira, 51, também foi atingido com um golpe de faca no braço direito durante a confusão e foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece internado. Na ocorrência registrada no posto policial da unidade, testemunhas identificaram o autor das facadas como sendo o barbeiro Paulo Sergio Ferreira.

Irmão de Moa, Reginaldo Rosário, 68, conta que estava bebendo com as vítimas, no Bar do João, quando o autor da facada começou a defender ideias do candidato do PSL, ouvindo críticas do capoeirista que era um eleitor do Partido dos Trabalhadores (PT).

                             
Reginaldo estava no bar e viu o irmão ser esfaqueado após a briga por motivos políticos (Foto: Marina Silva/CORREIO)

"Moa ponderou que era negro e que o cara ainda era muito jovem e não sabia nada da história. Moa disse ainda que ele tinha consciência do quanto o negro lutou para chegar onde chegou e o quanto Bolsonaro poderia tirar essas conquistas se chegasse ao poder", disse Reginaldo.

Ainda de acordo com o irmão das vítimas, após a discussão acalorada, um dos irmãos pediu que Moa ficasse calmo, no entanto, após a situação ter sido contornada, o autor da facada teria ido em casa, retornou com uma peixeira e atacou a vítima nas costas. "Foi tudo muito rápido. O cara foi em casa e voltou portando a arma. Chegou 'voando', atingindo meu irmão pelas costas. Foi muito difícil ver meu irmão naquela situação sem poder fazer nada", disse.

Filha do compositor, Somanair dos Santos, 35, conta que recebeu uma mensagem do pai nas primeiras horas da manhã do domingo (7) avisando que iria até sua zona eleitoral. Logo após a meia-noite, ela recebeu outra ligação de um parente avisando sobre o crime. Quando chegou ao local, encontrou o pai ensanguentado e sem vida.

                               
                   Filha de Moa, Somonair contou que já encontrou o pai morto (Foto: Marina Silva/CORREIO)

"O homem chegou com os ânimos exaltados e ele (pai) pediu para parar. Já estava tudo aparentemente cessado, mas ele chegou na covardia, esfaqueando meu pai sem defesa alguma. Não teve nenhuma defesa porque era um homem sem maldade", conta. 

Segundo ela, Moa tinha uma viagem marcada para São Paulo nesta segunda-feira (8). Ela afirmou que o artista se apresentaria com o grupo de afoxé Amigos do Catendê.

Também filha de Moa, Jesse Mahi disse que o pai tinha um comportamento tranquilo e que se mostrava favorável às ideias do PT, mas nunca tinha se envolvido em discussões políticas. 

"O legado dele não acabou, existe muito a ser feito. Meu pai era fanático pelo partido, ele nunca foi a favor dos princípios da direita", disse.

Autor foi preso

Policiais militares da 26ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) prenderam em flagrante, na madrugada desta segunda (8), o autor do homicídio, o barbeiro Paulo Sérgio.

                                        
                            Paulo Sérgio chega em sala do DHPP para apresentação (Foto: Marina Silva/CORREIO)


Em nota, a Polícia Militar informou que foi acionada pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom), com informações de que dois homens tinham sido atingidos por golpes de faca e deslocou uma equipe para o local. Lá, os policiais receberam a denúncia de que o autor do crime teria fugido para um beco próximo e iniciaram as buscas.

"Os policiais avistaram um rastro de sangue que levava até uma casa e prenderam em flagrante o homicida escondido no banheiro. Ele já estava com uma mochila com roupas no intuito de fugir", informou a nota da PM.

Ainda de acordo com a polícia, o homicida foi levado para o HGE para ser medicado, pois estava com um corte no dedo, e depois apresentado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba. Paulo Sergio Ferreira chegou ao DHPP, no final da manhã, cabisbaixo, tentando esconder o rosto com as mãos, e na presença de dois policiais civis. Ele estava com a mão esquerda enfaixada trajando apenas um short sujo de sangue.

De acordo com a delegada Milena Calmon, responsável pelo caso, o agressor vivia há cerca de dois meses no bairro. Em depoimento à polícia, Paulo Sérgio disse que estava discutindo com o dono do bar, quando Moa e o primo se envolveram na conversa. 

No momento, diz a delegada, o agressor apoiava as ideias do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e as vítimas se mostraram contrárias. Paulo Sérgio nega que estivesse tratando de questões políticas.

Emoção no sepultamento do Mestre Moa do Katendê:

terça-feira, 1 de maio de 2018

1º de Maio - Dia do Trabalhador - Dia de Luta


Nesse 1º de maio de 2017, quero prestar minha homenagem a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e do Mundo, por serem os verdadeiros(as) construtores(as) das riquezas de nossa sociedade.

Hoje é uma data especial, na qual não temos motivo para comemorações.

O mundo passa por momentos de grande instabilidade social e política, com inúmeras pessoas sendo vítimas da fome, da miséria, da exploração, do preconceito, do racismo e das guerras com finalidades econômicas. Tudo isso, agravado por uma onda conservadora e excludente, que prioriza os poderosos, na perspectiva de destruição dos menos favorecidos, com claros sinais de fascismo e de neonazismo.

No Brasil, temos a ascensão de grupos conservadores, lacaios das classes dominantes (representados por vários seguimentos do empresariado, judiciário, do executivo, do legislativo e militares), alicerçados na corrupção e na entrega das riquezas nacionais ao capital estrangeiro, que patrocinaram um golpe que atinge diretamente a já frágil e cambaleante "democracia" e impõe aos trabalhadores e à população menos favorecida, perdas sociais e trabalhistas, assumindo um perfil repressor e segregador.

Por essa razão o 1º de Maio é Dia de Reflexão e de Lutas, de fortalecer a unidade dos vários seguimentos de trabalhadores, em defesa dos direitos e pelo fim do golpe.

Quero também nessa data, lembrar de todos(as) os(as) trabalhadores e lideranças de trabalhadores que foram presos, torturados e mortos aqui no Brasil e em outras partes do mundo, por haverem ousado lutar em defesa de toda a classe trabalhadora. A eles e elas, nossa fé e nossa crença de que somente a luta pode garantir as conquistas e, que seus exemplos jamais serão esquecidos e nos servem de estímulo para seguir em frente.

Viva o 1º de Maio!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

LIBERDADE PARA LULA


A data de anteontem (4/4/2018), entra para a história de nosso país como mais uma consolidação do golpismo conservador e de direita, que assim como em outros momentos, recorrem aos golpes de estado, sempre quando tem experiências populares ou progressistas que busquem a afirmação de um processo libertário ou de descolonização social.

Desde 1822 quando da farsa denominada de "independência", passando pela "proclamação da república" em 1889 (que foi o primeiro golpe militar no país) e, chegando até o golpe que se iniciou em 2016 com o afastamento da Presidente legitimamente eleita, Dilma Roussef, já foram em torno de 10 (dez) golpes de estado no Brasil, que se alternaram entre golpes de menor densidade violenta, aos mais truculentos e ditatoriais como o de 1964  (o mais duradouro dos golpes militares).

A votação no STF sobre o habeas corpus do LULA, marcado pela pressão da grande mídia e das "ameaças virtuais" de militares, seguida da apressada e injusta decretação da prisão daquele que foi o maior Presidente de nossa história e que é a principal liderança dos setores populares e progressistas, revelam mais um ato do teatro de horrores desse golpe que escolheu formas e etapas diferentes (em comparação com outros golpes), más que vai a partir de agora tomando ares mais dramáticos e agudos.

Mais uma vez na história do Brasil, vemos a nossa frágil democracia sendo interrompida e a Constituição violentamente estuprada para atender aos interesses econômicos e aos desejos de poder dos integrantes da Casa Grande. 

Lula não é apenas mais um político, ele é (atualmente) o nosso maior símbolo da resistência popular, da luta por justiça, democracia e oportunidades para os mais pobres e historicamente marginalizados, oprimidos e explorados. Lula é perseguido como foram tantos outros líderes populares da nossa história real, por representar o sonho, o desejo e a possibilidade de um país livre e soberano, de um governo que olhe com carinho e promova ações concretas que atendam aqueles(as) que ao longo dos anos sofreram com o racismo, o preconceito e a exclusão social e humana.

Não há mais tempo para ilusões. Só resta agora aos setores organizados (de esquerda e progressistas) que representam os anseios de transformação, promover uma grande união democrática e popular, de resistência ao golpe, com mobilizações constantes e permanentes dos diversos seguimentos sociais, com bandeiras de luta claras e objetivas para garantir a liberdade do LULA; pela garantia da soberania popular, para resgatar os direitos históricos que nos foram roubados; contra a entrega do nosso país e pela democracia.

Só assim, poderemos derrotar esse famigerado golpe.





 

sábado, 31 de março de 2018

O Verdadeiro sentido da Páscoa


Desde minha infância, me acompanha algumas reflexões sobre o verdadeiro sentido da Páscoa.

Nunca fui influenciado pela propaganda consumista dos ovos de chocolates, até porque para o pobre, não é possível se dar ao luxo de comprar chocolate quando existem outras necessidades alimentares mais urgentes.

Fui crescendo e algumas perguntas me levaram a refletir e especialmente essa:

Se a Páscoa tem seu significado maior na celebração da história de Jesus Cristo, que veio a esse mundo dar um testemunho de vida, que transmitiu uma mensagem de paz e de amor, que deu sua vida para provar ser verdade aquilo que vivia e que pregava, PORQUE TANTAS PESSOAS (A MAIORIA QUE SE DIZ CRISTÃOS) DÃO MAIS IMPORTÂNCIA AO COELHINHO E AOS OVOS DE CHOCOLATE?

Por outro lado, vemos alguns "costumes" que sinceramente, não se justificam.

Muita gente passa a maior parte do tempo de sua vida, promovendo intrigas, disseminando o ódio, o racismo, a intolerância e o preconceito; explorando, marginalizando e excluindo os mais pobres; cometendo atos de violência e violação dos direitos humanos e, na Páscoa resolve tudo distribuindo ovos de chocolates entre os amigos(as) e parentes, vai à igreja e tá tudo bem? Esquecem que suas atitudes foram e são repudiadas pelo exemplo do próprio Jesus Cristo.

Outros, promovem almoços de Páscoa imensamente fartos, comem bastante, vão à igreja e, acham que é um exemplo de cristão. Só esquecem que Jesus Cristo viveu e pregou a partilha, o dividir com os que mais precisam.

Existem aqueles ainda que para justificar sua relação exagerada com o álcool, trocam a "caninha", a cerveja, o uísque e outras bebidas mais fortes pelo vinho e, enchem a cara de vinho. Outros não comem carne, a substituindo pelo peixe, apenas por "tradição" e, acham que estão respeitando alguma coisa. 

Não, esses "costumes ou tradições" em nada tem de grande significado se comparado a verdadeira essência do que representa a celebração da Páscoa. 

Se alguém quer vivenciar o verdadeiro sentido da Páscoa, reflita sobre a vida, o exemplo, a dedicação, o compromisso e a entrega de Jesus Cristo, a partir de então, buscar seguir o exemplo deixado por Ele.

Teríamos, certamente, um mundo bem melhor!

sexta-feira, 16 de março de 2018

Em tempos de Golpe, o extermínio do povo pobre e das lideranças populares, está se tornando cada vez mais frequente

Marielle Franco - assassinada no Rio de Janeiro

Pelo país afora, diversas lideranças sociais e políticas, bem como intelectuais, artistas, grupos e movimentos sociais, receberam com indignação e tristeza, a notícia dos assassinatos de Marielle Franco, negra, feminista e vereadora pelo PSOL (RJ) e de seu motorista e companheiro de ativismo, Anderson Pedro Gomes. Ao ser sumariamente assassinada na noite de 14 de março, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, tentaram calar Marielle que vinha denunciando abusos de policiais, a intervenção do Exército e a violência contra as comunidades cariocas.

Esse crime covarde e repudiável somam-se a outra série de assassinatos que estão sendo cometidos contra lideranças de movimentos sociais pelo país afora.

Os dados são estarrecedores, como veremos a seguir:

O período do atual (des)governo golpista do Michel Temer (desde o impeachment da Presidenta Dilma), já soma mais de cem assassinatos por conflitos agrários, que inclui lideranças dos movimentos que lutam por Reforma Agrária como o MST, além de lideranças de Comunidades Quilombolas e Indígenas.

O ano de 2017 foi marcado por chacinas que vitimaram camponeses e trabalhadores sem terra, confirmando uma tendência que vem crescendo nos últimos 10 anos, cujas vítimas continuam sendo assassinadas indiretamente pela expansão do latifúndio, do agronegócio, da mineração e das grandes obras de infraestrutura. Os atuais índices, conferem ao Brasil o título de país mais violento para populações camponesas no mundo.

Outro fator que estimula a violência contra as lideranças no campo, é a crescente onda de retirada de direitos/conquistas sociais, aliada a ascensão de uma concepção fascista e autoritária cada vez mais presente na sociedade, onde os setores mais retrogados estão sentindo-se à vontade para manifestar suas atitudes agressivas.

Nessa mesma semana, no dia 12, o país já havia tomado conhecimento do assassinato de Paulo Sérgio Almeida Nascimento, de 47 anos, morto com quatro tiros. Ele era um dos representantes da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama) que desde 2017 cobrava da prefeitura de Barcarena, no Pará, se a empresa norueguesa Hydro possuía autorização para construção das bacias de rejeito.

Vivemos ainda (dia após dia) o extermínio do povo pobre (especialmente negros e índios) nas periferias e favelas desse país, vitimados por um sistema desumano, racista e cruel que explora, marginaliza, exclui, abandona e mata. Um genocídio maior do que muitas guerras que ocorrem na atualidade em outras partes do mundo.

Esses crimes, que se somam e encontram seu ponto de maior repercussão na pessoa e na luta da Marielle Franco, nos diz que alguma coisa está fora da ordem, nos diz que nossa sociedade está vivendo um profundo conflito ético, moral, social e humano, e que somos chamados a atuar de forma efetiva e contundente.

Precisamos nos opor frontalmente a esse caos e travar uma luta permanente, de conscientização e pela retomada dos direitos, da justiça e da democracia.