PONTO DE PARTIDA

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sexta-feira, 6 de abril de 2018

LIBERDADE PARA LULA


A data de anteontem (4/4/2018), entra para a história de nosso país como mais uma consolidação do golpismo conservador e de direita, que assim como em outros momentos, recorrem aos golpes de estado, sempre quando tem experiências populares ou progressistas que busquem a afirmação de um processo libertário ou de descolonização social.

Desde 1822 quando da farsa denominada de "independência", passando pela "proclamação da república" em 1889 (que foi o primeiro golpe militar no país) e, chegando até o golpe que se iniciou em 2016 com o afastamento da Presidente legitimamente eleita, Dilma Roussef, já foram em torno de 10 (dez) golpes de estado no Brasil, que se alternaram entre golpes de menor densidade violenta, aos mais truculentos e ditatoriais como o de 1964  (o mais duradouro dos golpes militares).

A votação no STF sobre o habeas corpus do LULA, marcado pela pressão da grande mídia e das "ameaças virtuais" de militares, seguida da apressada e injusta decretação da prisão daquele que foi o maior Presidente de nossa história e que é a principal liderança dos setores populares e progressistas, revelam mais um ato do teatro de horrores desse golpe que escolheu formas e etapas diferentes (em comparação com outros golpes), más que vai a partir de agora tomando ares mais dramáticos e agudos.

Mais uma vez na história do Brasil, vemos a nossa frágil democracia sendo interrompida e a Constituição violentamente estuprada para atender aos interesses econômicos e aos desejos de poder dos integrantes da Casa Grande. 

Lula não é apenas mais um político, ele é (atualmente) o nosso maior símbolo da resistência popular, da luta por justiça, democracia e oportunidades para os mais pobres e historicamente marginalizados, oprimidos e explorados. Lula é perseguido como foram tantos outros líderes populares da nossa história real, por representar o sonho, o desejo e a possibilidade de um país livre e soberano, de um governo que olhe com carinho e promova ações concretas que atendam aqueles(as) que ao longo dos anos sofreram com o racismo, o preconceito e a exclusão social e humana.

Não há mais tempo para ilusões. Só resta agora aos setores organizados (de esquerda e progressistas) que representam os anseios de transformação, promover uma grande união democrática e popular, de resistência ao golpe, com mobilizações constantes e permanentes dos diversos seguimentos sociais, com bandeiras de luta claras e objetivas para garantir a liberdade do LULA; pela garantia da soberania popular, para resgatar os direitos históricos que nos foram roubados; contra a entrega do nosso país e pela democracia.

Só assim, poderemos derrotar esse famigerado golpe.





 

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