PONTO DE PARTIDA

PONTO DE PARTIDA

Dados Biográficos

                                      

NOME COMPLETO: Libânio Francisco da Paixão Neto
NASCIDO EM: Caruaru – Pernambuco
DATA DE NASCIMENTO: 27 de agosto de 1967

Nascí às 5h (cinco horas) da manhã na maternidade de Caruaru, tendo sido registrado em outubro de 1968, sendo o Registro de Nascimento nº 109.405. 

Minha Certidão de Nascimento
 MEU NOME


Meu nome foi colocado por meu pai, em homenagem ao pai dele, meu avô. Não consegui saber a origem do nome do ponto de vista familiar. 

Segundo pesquisas na internet, Libanio vem do grego e significa incenso ou ainda habitante do Líbano, do grego ainda quer dizer: guerreiro, esplendor da proteção. Já Francisco vem do latim e quer dizer francês, homem livre.

FILIAÇÃO: 


MEU PAI: 
João Francisco da Paixão, pernambucano, natural de Panelas, município do agreste do estado, nascido em 07 de setembro de 1922, filho de uma família de agricultores. Seu pai era Libanio Francisco da Paixão e sua mãe Mariana Francisca da Conceição.

         

Cor: pardo-claro, olhos castanhos, cabelos castanhos lisos, medindo 1,68 mt de altura.

Profissão: agricultor, depois pedreiro, comerciante e sapateiro.

Falecido a 17 de fevereiro de 1981 às 05h00min, com 58 anos de idade.



Meu Pai era um homem tranqüilo, muito sério, era carinhoso com minha mãe praticamente todo o tempo. Ele a chamava de minha filha e Ela o chamava de meu filho. Quando havia alguma discordância entre eles, era de uma forma tão discreta que eu e minha irmã não percebíamos.
Pouquíssimas foram às vezes que o vi chateado ou irritado com algo.

Tinha uma forma muito carinhosa de me tratar. Chamava-me de “mano” e sempre me levava quando ia à rua fazer compras/feira. Chegando à feira ele sempre falava pra eu escolher um boneco de barro ou então comprava um gibi nas bancas de revista.

Foi assim que dos 7 aos 9 anos desenvolvi a leitura, lendo gibis de aventura e infantis.

Quando meu Pai adoeceu e foi internado por três vezes, eu fiquei ao lado e por muitas vezes ficava no hospital como acompanhante.

Entre os dias 20/12/1979 e 17/12/1980, ele passou por 13 consultas médicas e 3 internações.
O que os médicos diziam era que ele havia tido uma ruptura de uma veia no esôfago e posteriormente uma cirrose hepática que desdobrou para um câncer, o que causou sua morte em
17 de fevereiro de 1981.
                             
MINHA MÃE:


Maria Afonso da Paixão, pernambucana, natural de Caruaru, município do agreste do estado, nascida em 05 de fevereiro de 1932, filha de uma família de agricultores. Seu pai era Manoel Afonso do Nascimento e sua mãe Maria José da Conceição.

          
Cor: parda-clara, olhos castanhos, cabelos castanhos lisos, medindo 1,56 aproximadamente.

Profissão: agricultora, professora e depois comerciária.
Falecida a 09 de junho de 2005, às 05h30min, com 73 anos de idade.

Minha Mãe, foi uma das tantas Marias que existem no mundo, de infância sofrida por causa de uma doença na perna, superou dificuldades de morar na zona rural, Povoado de Malhada de Pedra em Caruaru, tornou-se professora e, quando passou a morar na cidade trabalhou como comerciária.

Mulher dedicada ao lar, era quem impulsionava algumas coisas em casa, e incentivava meu pai nas horas mais difíceis.

Cuidou do meu pai em todos os momentos de sua doença e, após sua morte se dedicou a mim e a minha irmã.

Faleceu em 09 de junho de 2005, após lutar contra um câncer de mama.   

LUGAR ONDE CRESCÍ:


No meu nascimento, morávamos na Praça Cel. Porto, bairro São Francisco em Caruaru. 

Quando eu tinha 1 ano de idade, a família mudou-se para a Rua Bom Jesus, nº 74. Pelo que minha mãe me relatou, a mudança ocorreu devido a uma crise financeira, onde meu pai tinha uma sapataria e acabou falindo, obrigando a mudança.

A Rua Bom Jesus, fica localizada no pé do Morro do Bom Jesus, inicio de uma favela.

Foi nesse ambiente que vivi toda a minha infância, adolescência e juventude.  

Morro do Bom Jesus (atual Monte Bom Jesus)
ESCOLARIDADE: Iniciei meus estudos no Externato José Rodrigues de Jesus em Caruaru, no qual cursei da alfabetização à 4ª série. Em seguida, estudei da 5ª a 7ª série na Escola Estadual Dom Vital e a 8ª série no Colégio Industrial de Caruaru.




Eu, uma colega de escola e minha irmã
A partir da opção de vida inicialmente pelo trabalho de evangelização e depois pelos movimentos sociais os estudos formais foram postos de lado, vindo a estudar para provas do Supletivo do 2º Grau na zona da mata sul, doze anos depois de ter parado de estudar.

Por outro lado, realizei diversos cursos de formação sindical e política, dos quais destaco os ocorridos na Universidade de Havana/Cuba, tais como Espanhol Básico, Economia Internacional, Comunicação e Organização Social e sobre a Realidade Latinoamericana.

Participei de vários seminários e cursos em diversos Estados do Brasil e especialmente no Nordeste, chegando a integrar o quadro de Educadores do Departamento de Formação da CUT-Central Única dos Trabalhadores, em nível de Nordeste.

Os estudos realizados, somados a um grande esforço na busca de conhecimentos através da leitura, possibilitou a formação social necessária ao desenvolvimento de minhas atividades ao longo de toda a trajetória.



FORMAÇÃO SÓCIO-POLÍTICA
O despertar para a formação da consciência política e social teve início em meados de 1985, quando eu tinha de 17 para 18 anos, com a participação no Grupo de Jovem da Paróquia de São Francisco/Caruaru).

Através da participação no grupo, tive a oportunidade  de conhecer de perto a pobreza e a miséria vivida pelos moradores e favelados do Morro do Bom Jesus. 

Em seguida, veio à integração a um trabalho de Comunidades de Base, que incluía evangelização e assistência social as famílias de favelados. Esse contato permitiu ver e sentir de perto, o quanto sofrem as pessoas que não tem emprego, moradia, saúde, educação, entre outros direitos, que vivem esquecidos pelos governantes, além de serem discriminados e marginalizados pela sociedade em geral.


O impacto dessa realidade até então desconhecida, proporcionou uma mudança radical na minha vida.

Em 1986/87, inspirado no ideal franciscano, deixei a família, trabalho e estudos e, passei a morar na favela participando de uma comunidade de leigos, realizando trabalhos com crianças, jovens e adultos. 

Em meados de 87, me afastei para realizar um trabalho com meninos e meninas de rua, retornando ao Morro do Bom Jesus no segundo semestre de 1988, para um trabalho mais voltado para a geração de renda e para a conscientização política.

Um comentário:

  1. É importante saber que há pessoas dedicadas e empenhada a melhoria da qualidade de vida de seus semelhantes, igualmente a você.

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